Depois de Sébastien Ogier ter alcançado o nono título mundial de Ralis, e com isso empatado com Sébastien Loeb, este último foi questionado no Rali do Var, onde competiu com um Alpine A110, se teria vontade de tentar o 10º título e com isso potencialmente voltar a desempatar…
A resposta é a mesma de há muitos anos, mas desta feita com uma ‘nuance’: “Se o campeonato tivesse apenas seis provas, então sim. Mas disputar 14 ralis a este nível e neste ambiente, não”, admitiu Loeb, sublinhando o grau de compromisso exigido, desde a preparação em vídeo aos reconhecimentos. O francês lembra ainda que deixou o WRC precisamente para ter mais tempo para a vida pessoal e para escolher pontualmente ralis ou corridas em circuito conforme a vontade do momento, algo que hoje encontra nos rally‑raids.
Atualmente envolvido num programa em rally‑raid com a Dacia Sandriders, complementado por participações pontuais em ralis, Loeb valoriza a maior liberdade no seu calendário. Explica que o rally‑raid lhe oferece apenas cinco provas por ano, mais longas, mas que lhe deixam espaço para outros projectos e para a esfera pessoal, ao contrário da exigência contínua de um campeonato do mundo de ralis moderno.
Questionado sobre a hipótese de voltar ao WRC para perseguir um 10º título, o francês foi taxativo: “na hora que assinasse, arrependia-me logo a seguir”.
As coisas andam nestes termos no WRC, não foi por acaso que a FIA fez mudanças para 2026 na estrutura das provas, ‘obrigando’ a períodos de descanso para as equipas durante as provas, pois as coisas estavam a chegar a um ponto de não retorno.
E se o WRC terminou há duas semanas, acha que as equipas pararam? Engane-se, estão a trabalhar, param uns dias junto ao Natal e depois recomeçam a preparação do WRC 2026, e do Rali de Monte Carlo.









