Explorando as possibilidades do regulamento, a organização elevou o número de quilómetros cronometrados para lá da fasquia dos 500, contra os cerca de 350 da maioria das provas do campeonato. O ponto alto será o troço de 65,74 km, a correr domingo de manhã a partir das 8 horas, naquela que será a especial mais longa a ser realizada em muitos anos!
“O mais engraçado, se assim podemos dizer, é que esta classificativa jamais foi realizada no passado, nesta configuração, já que o percurso foi utilizado, mas sempre dividido em várias especiais. Sempre dava para descansar pelo meio”, diz Daniel Elena. “As especiais argentinas podem ser muito rápidas ou muito duras e nós não sabemos muito bem o que esperar. O que é certo é que nenhum piloto conseguirá estar a 100% do primeiro ao último quilómetro. As diferenças podem ir aumentando e diminuindo, mas no final podemos ficar separados por poucos segundos. Esta classificativa não será a única a ter um papel importante, pois teremos duas passagens pelos 52 km de Asconchiga/Agua de Oro, os 39 km e Intiyaco/Golpe de Agua…”.
Face a este programa particularmente duro, Sébastien Loeb não desarma: “Depois da minha deceção lusitana, estou determinado a vencer, numa prova que tem um ambiente incomparável. Mais uma vez, a escolha da ordem de partida para a primeira fase do rali pode ser uma verdadeira dor de cabeça. Em Portugal tínhamos 35 quilómetros no primeiro dia e foi um risco calculado sair na frente. Na Argentina são mais de 200 logo na sexta-feira”., referiu.












