Chama-se Salah Bin Eidan, e é o primeiro piloto do Koweit a correr no WRC, e para isso, escolheu Portugal para a sua primeira ‘internacionalização’ fora das provas de ralis do Médio Oriente. Estreou-se no Rali de Portugal no WRC, e trouxe consigo Markko Martin, como uma espécie de ‘consultor’ de quem recebeu conselhos relativos à melhor forma de encarar o rali. Aos comandos de um Ford Fiesta R5, o piloto do Koweit não teve uma prova fácil, já que o Rali de Portugal é só a mais difícil que um estreante poderia encontrar. Mas o que nos levou a conversar com ele, foi o tentar saber as razões do seu ‘aparecimento’ em Prtugal: “Penso que cada vez mais pilotos do Médio Oriente virão correr para os ralis europeus do Campeonato do Mundo. Enquanto lá as nossas estradas são, salvo raras exceções, muito abertas, ou desenhadas junto ao deserto, aqui são bastante diferentes, muito mais técnicas e difíceis e por isso os pilotos aqui evoluem bastante mais depressa. Quando os pilotos do Médio Oriente começaram a vir para a Europa, quando regressavam e competíamos nas nossas provas notávamos que a evolução deles era muito mais rápida e por isso acho perfeitamente natural que muitos mais, como eu, surjam a curto prazo” disse Salah Bin Eidan, que falou também da possibilidade do Médio Oriente poder voltar a ter uma prova (ou mais) no WRC a curto prazo: “Falou-se em Abu Dhabi, mas eu acho que a curto prazo não! Não é que eles não possam, é claro que podem, mas primeiro que isso há que criar condições, montar uma estrutura, e promover os ralis no médio Oriente. Enquanto aqui toda a gente sabe o que é um rali e colabora com os pilotos, abrem espaço, facilitam as ultrapassagens nas ligações, na nossa terra as pessoas são mais ou menos indiferentes, por não conhecerem. Há muito trabalho ainda a fazer…”, concluiu.











