Rúben Rodrigues-Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) foram os vencedores do Rali de Castelo Branco (59:22.0), em mais uma sólida prestação, num triunfo sem contestação. João Barros-Jorge Henriques (Skoda Fabia RS Rally2) tentaram tudo para pressionar Rodrigues (+29.1), mas o andamento do açoriano foi demasiado forte, e conquistou o terceiro triunfo da temporada.
No terceiro lugar do pódio, uma surpresa. Ricardo Sousa-Luís Marques (Citroën C3 Rally2) entraram na Power Stage a pouco mais de 8 segundos do terceiro lugar que era de Diogo Marujo-Jorge Carvalho (Skoda Fabia RS Rally2), mas na Power Stage, Marujo perdeu o terceiro lugar, com Sousa a ficar com o pódio por apenas 0,4 segundos. Pedro Meireles-Mário Castro (Skoda Fabia RS Rally2) foram quintos classificados, à frente de Henrique Moniz-Jorge Diniz (Skoda Fabia Rally2 Evo), Ricardo Filipe-Filipe Carvalho (Skoda Fabia R5) e Rui Borges-Paulo Silva (Skoda Fabia RS).
Na Power Stage, Rodrigues foi o mais rápido, ganhando três pontos, à frente de Barros e Ricardo Sousa que com este tempo, conseguiu subir ao pódio.
Nas duas rodas motrizes, triunfo claro para João Rodrigues-Bruno Carvalho (Peugeot 208 Rally4), no FPAK Junior Team, Guilherme Nunes-Rodrigo Assunção (Peugeot 208 Rally6) venceram, tal como Tiago Pereira-Fernando Pereira (Renault Clio Rally 5), no Challenge Clio Rally5. Nos Promo, vitória para Nelson Trindade-Raquel Graça (Skoda Fabia N5).
O filme do rali
Rúben Rodrigues-Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) assumiram desde cedo o controlo do Rali de Castelo Branco, quarta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis, construindo uma liderança sólida ao longo de dois dias marcados por ritmo elevado, gestão inteligente e alguns contratempos entre os principais adversários.
Logo na abertura, na PEC 1 (Freixial do Campo 1), Rodrigues impôs-se com autoridade, batendo João Barros-Jorge Henriques (Skoda Fabia RS Rally2) por 4,4 segundos. O piloto açoriano manteve a pressão nas especiais seguintes, vencendo também a PEC 2, e vendo os furos sofridos por Pedro Meireles-Mário Castro (Skoda Fabia RS Rally2) e Henrique Moniz-Jorge Diniz (Skoda Fabia Rally2 Evo), que perderam cerca de 30 segundos cada, caindo na classificação.
Com três vitórias consecutivas nas primeiras especiais, Rodrigues começou a cimentar a liderança, enquanto Diogo Marujo-Jorge Carvalho (Skoda Fabia RS Rally2) se afirmava no terceiro posto e Ricardo Sousa-Luís Marques (Citroën C3 Rally2) subia na geral após um início consistente. O primeiro dia terminou com novo triunfo de Rodrigues na PEC 4, fechando com um pleno e 11,1 segundos de vantagem sobre Barros, enquanto Marujo segurava o terceiro lugar, já sob pressão de Sousa.
No sábado, João Barros respondeu de imediato, vencendo a PEC 5 e reduzindo a diferença para 10 segundos, num sinal claro de que não baixaria os braços. No entanto, a reação de Rodrigues foi contundente: na PEC 6 (Rio Ocreza 1), o líder aumentou substancialmente a vantagem para 21 segundos. Meireles, com novo contratempo, percebia que dificilmente este rali lhe ia sorrir.
Rodrigues manteve o controlo ao longo da manhã, voltando a vencer na PEC 7 e ampliando a margem para 25,9 segundos. Atrás, a luta pelo pódio intensificava-se, com Marujo a tentar resistir à aproximação de Ricardo Sousa, separados por escassos segundos.
Barros ainda voltou a impor-se na PEC 8, recuperando ligeiramente, mas Rodrigues respondeu novamente na PEC 9, ampliando a vantagem e reforçando a sua posição na liderança. Mesmo com nova vitória de Barros na PEC 10, o piloto do Toyota limitou as perdas e manteve uma margem confortável. Na PEC 11 (Sarzedas 1), Rodrigues voltou a ser o mais rápido, deixando o triunfo praticamente selado, com 29,1 segundos de vantagem sobre Barros à entrada para a derradeira especial, com Diogo Marujo, na terceira posição, a 1min25 de Barros e com pouco mais de oito segundos de vantagem para Sousa.
Na Power Stage, Rodrigues venceu e confirmou o triunfo, Barros encerrou com o segundo tempo da Power Stage e com o segundo lugar à geral e a surpresa, Sousa a suplantar Marujo nos quilómetros finais e a conseguir um excelente pódio e um merecido prémio.
2RM
O início da prova trouxe alguma surpresa, com Pedro Gastão-Marco Macedo (Peugeot 208 Rally4) a serem os mais rápidos na PEC 1, deixando João Rodrigues-Bruno Carvalho (Peugeot 208 Rally4) a 1,7 segundos e Rafael Cardeira-Luis Boiça (Peugeot 208 Rally4) a 3,2 segundos. Logo nesse arranque, Pedro Silva-Valter Cardoso (Lancia Ypsilon Rally4), a competir em casa, viram as suas aspirações comprometidas após um toque que lhes custou 28,5 segundos.
A PEC 2 trouxe mudanças importantes: Cardeira venceu a especial, mas foi Rodrigues quem assumiu a liderança da geral, ainda que por uma margem mínima. O momento marcante do troço foi o abandono de Pedro Gastão, abrindo caminho a uma nova configuração na frente.
Rodrigues consolidou a sua posição ao vencer a PEC 3 e terminou o primeiro dia com uma vantagem de 7,6 segundos sobre Cardeira. Danny Carreira-Marco Vilas Boas (Peugeot 208 Rally4) ocupavam então o terceiro lugar, já a mais de meio minuto da liderança.
O segundo dia confirmou o domínio de Rodrigues. O piloto arrancou para uma sequência de vitórias nas especiais da manhã, enquanto a concorrência enfrentava dificuldades. Na PEC 5, Danny Carreira abandonou, deixando em aberto a luta pelo último lugar do pódio, disputado entre Hélder Miranda-Mariana Machado (Peugeot 208 Rally 4) e Anton Korzun-Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4).
Rafael Cardeira, até então o principal perseguidor, apesar de à distância, viu as suas aspirações ruírem na PEC 8, onde perdeu mais de 30 segundos. O abandono consumou-se na PEC 9, deixando Rodrigues isolado na liderança, com uma vantagem superior a um minuto.
Quem aproveitou foi Pedro Silva, que protagonizou uma boa recuperação após o incidente inicial. Beneficiando dos abandonos à sua frente e mantendo um ritmo consistente, ascendeu ao segundo lugar da geral na PEC 9.
A luta pelo último lugar do pódio manteve-se intensa até à fase final. Anton Korzun chegou a ocupar essa posição, mas um tempo perdido na PEC 11 (Sarzedas 1) fez com que caísse para quarto, permitindo a subida de Hélder Miranda ao terceiro posto.
Assim, após 11 especiais, João Rodrigues liderava de forma confortável, com Pedro Silva já a mais de um minuto, enquanto Miranda ocupava o último lugar do pódio. Korzun seguia em quarto e Afonso Santos-Alexandre Rodrigues (Peugeot 208 Rally 4) completavam o top cinco.
Na Power Stage, Rodrigues venceu e confirmou o triunfo à geral, à frente de Pedro Silva e Hélder Miranda. Anton Korzun ficou no quarto posto, mas levou dois pontos da Power Stage, com Pedro Silva a fazer o terceiro melhor tempo.
Challenge Clio Rally 5
Tiago Pereira-Fernando Pereira (Renault Clio Rally 5) chegam à derradeira especial do Rali de Castelo Branco na liderança do Challenge Clio Rally5, após um duelo extremamente equilibrado com Luís Caetano-David Monteiro (Renault Clio Rally 5), marcado por diferenças mínimas ao longo de praticamente toda a prova.
O arranque ficou marcado pelo domínio inicial de Pereira, que venceu a PEC 1, batendo Caetano por 2,2 segundos e David Brites-Numa Pompílio (Renault Clio Rally 5) por 3,9 segundos. A primeira especial trouxe também azar para Cristiano Gil e Ricardo Sousa (Renault Clio Rally 5), que pararam logo aí, comprometendo as suas aspirações.
Na PEC 2, Caetano respondeu e venceu o troço, reduzindo a diferença para apenas 1,9 segundos. Miguel Carvalho-António Reis (Renault Clio Rally 5) subiram ao terceiro lugar, trocando de posição com Brites.
A luta intensificou-se na PEC 3, com nova vitória de Caetano, desta vez por apenas 0,4 segundos, deixando a diferença entre os dois primeiros reduzida a 1,5 segundos. Ainda assim, Pereira segurou o comando no final do primeiro dia, encerrando a etapa com 2,1 segundos de vantagem, enquanto Miguel Carvalho seguia em terceiro, já a 10,4 segundos. Brites penalizou por um atraso e ficou longe das contas do pódio.
O segundo dia elevou ainda mais a intensidade do duelo. Pereira venceu as PEC 5 e 6 por margens mínimas (0,4s e 0,1s), ampliando ligeiramente a vantagem para 2,6 segundos. No entanto, Caetano respondeu na PEC 7, recuperando 2,5 segundos e deixando a diferença reduzida a apenas uma décima de segundo, o momento mais equilibrado de toda a prova.
A resposta de Pereira foi imediata: venceu a PEC 8 e voltou a ganhar margem, que aumentou novamente na PEC 9, após mais um triunfo, fixando a diferença em 4,8 segundos. Miguel Carvalho mantinha-se sólido no terceiro posto, já distante da luta pela vitória, mas confortável face à concorrência.
Na PEC 11, Pereira deu um passo decisivo ao vencer novamente e aumentar a vantagem para 9,3 segundos, ficando assim muito próximo de confirmar o triunfo.
Atrás dos dois protagonistas, Miguel Carvalho segurava o terceiro lugar com consistência, enquanto Carlos Rafael Marreiros-Ricardo Barreto (Renault Clio Rally 5) ocupavam a quarta posição, já a mais de um minuto da liderança. Henrique Silva-Fábio Ribeiro (Renault Clio Rally 5) seguiam em quinto.
No final, triunfo merecido para Tiago Pereira-Fernando Pereira, seguido de Luís Caetano-David Monteiro e Miguel Carvalho-António Reis a completar o top 3. Pereira ficou também com o triunfo na Power Stage, com Caetano e Carvalho nas posições seguintes.
FPAK Junior Team
Desde o arranque, a luta pela liderança fez-se a ritmos elevados, com Guilherme Nunes-Rodrigo Assunção (Peugeot 208 Rally6) a assumir o comando nas primeiras especiais. A concorrência, liderada por Leandro Costa-Liliana Costa (Peugeot 208 Rally6) e Mário Matias-Carlos Silva (Peugeot 208 Rally6), manteve-se próxima durante a fase inicial, evidenciando o equilíbrio característico desta categoria. No final do primeiro dia, Matias liderava, com curta margem para Nunes e Leandro Costa a ficar um pouco atrasado.
O segundo dia trouxe algumas mudanças na luta pelas posições secundárias, mas confirmou a solidez do líder. Guilherme Nunes manteve um ritmo elevado e controlado, evitando erros e respondendo sempre que necessário às investidas dos adversários diretos, cimentando a sua liderança.
Leandro Costa ficou pelo caminho na PEC6 e Francisco Fontes-Nuno Rodrigues da Silva (Lancia Ypsilon Rally6) assumia-se como principal candidato ao pódio à frente de Gustavo Silva-Inês Braga (Peugeot 208 Rally6) a aproximarem-se.
À entrada para a última especial, Guilherme Nunes liderava e confirmou o triunfo com quatro segundos de vantagem para Mário Matias, que venceu a Power Stage, com Francisco Fontes a terminar no pódio.










