Olá a todos! Aqui estou eu após mais um evento para vos fazer o resumo das emoções desta semana no primeiro rali de asfalto do campeonato (contando o rali de Monte Carlo como um evento misto de asfalto, neve e gelo).
Este rali começa na quarta-feira e termina apenas no domingo, logo caracteriza-se por ser um evento muito longo e duro para todos mas também muito especial porque conta com ligações pequenas, com boas estradas e vistas fenomenais… Após os reconhecimentos e por entre as conversas sobre o piso, ganchos e pneus, os pilotos soltam palavras sobre as vinhas e as aldeias com estilo característico que marcam este rali que o tornam tão especial.
O rali situa-se ao redor de Trier, uma cidade marcada pela arquitectura romana e monumentos incríveis, perto do Luxemburgo, o que me fez encontrar bastantes portugueses, que estando por estes lados emigrados, dão um salto a este evento para matar as saudades desta paixão que tanto se vive em Portugal!
A cerimónia da partida localizou-se na cidade de Colónia, a 200km de distância do parque de assistência, junto a uma das maiores catedrais do mundo e marcada por uma atmosfera cultural envolvente, que vive o desporto motorizado, tornando este país especial para acolher esta prova.
Este ano, acorreu ao Rali da Alemanha muito público, tanto na cerimónia da partida e pódio como no mítico e famoso troco da Arena Panzerplate que se situa num campo militar onde estavam milhares de adeptos!
Como o tempo esteve muito incerto durante esta semana, era interessante parar cinco minutos e observar o trabalho na tenda da Michelin… Mais de 20 mãos não pararam nem para respirar, entre indecisões e decisões urgentes e improváveis de cada equipa! Num dos troços na sexta-feira e como costumo chegar cedo aos meus pontos para fotografar, encontrei-me com um engenheiro da Citroën e pude apreciar o seu trabalho de estudo dos troços e da meteorologia minutos antes de cada troço começar!
Quando o Ogier/Ingrassia bateram na sexta-feira, eu estava 2 km a frente dele e ainda pude ver a fúria e raiva nos seus olhos ao comando do Polo WRC estragado enquanto os seus pneus dianteiros fumegavam por entre o asfalto das quintas que povoam o rio Mosel.
Os pilotos vivem estas indecisões, vivem as contrapartidas, vivem a batalha e sentem as pressões psicológicas, apesar de estarem sempre a sorrir para as câmaras. É difícil por de parte quando se ama o que se faz… No entanto, é muito bom assistir antes dos troços, enquanto põem os capacetes e luvas, a amizade que os une e ver por exemplo o Latvala a desejar boa sorte ao Sordo enquanto o Neuville analisa a temperatura dos pneus da Citroën e os co-pilotos trocam impressões entre eles sempre a rir! Afinal a todos une a mesma paixão e o mesmo desejo!
De realçar que cada vez mais posso constatar que os novos pilotos estão mais abertos para o publico, fãs e comunicação! E interessante, após os WRC entrarem nos trocos, esperar pelos promissores pilotos do Júnior WRC, Citroën Top Driver e alguns pilotos do WRC2, que estão sempre em contacto com o seu público nas redes sociais, através de fotografias que eles próprios colocam e vídeos que estão sempre a tentar realizar mesmo antes da acção começar! Será esta uma característica desta nova geração de pilotos?
Não posso acabar esta crónica sem vos falar da maior emoção do rali… O pai do Sordo que esteve presente em todos os sítios possíveis, chorou como uma criança no final da Power Stage e agarrou o filho com muita força. Eram aqueles braços que Sordo precisava depois de estar no limite durante o fim de semana! Uma verdadeira demonstração do apoio necessário que as famílias tem de dar aos pilotos e claro do orgulho de um pai, e de um momento inesquecível!
Ainda esta semana podem conferir no DailyMotion o meu vídeo resumo desta semana sobre os bastidores do rali e também poderão ver a minha galeria deste evento em www.lavadinho.com. Até já!











