A 38ª vitória de Sébastien Loeb no Rali da Argentina foi uma das mais difíceis do piloto da Citroen Total, apesar de ter terminado com 2m33,2s de vantagem sobre o segundo classificado, Chris Atkinson.
Para o francês e agora líder do campeonato, “tive a sorte do Mikko Hirvonen sair de estrada e de ficar depois disso confortavelmente na liderança pois caso contrário teria sido muito complicado ter que imprimir um ritmo forte naquelas condições. Eu gosto de guiar em condições difíceis, mas acho que hoje foram as mais difíceis em que alguma vez encontrei”, referiu Sébastien Loeb, provavelmente porque não disputou o Rali de Portugal 2001…
Contudo, muitas das dificuldades pelas quais Loeb e os restantes pilotos do Mundial tiveram que passar ficaram também a dever-se a acção dos pneus Pirelli que, escolhidos muito tempo antes do rali se iniciar, acabaram por ser revelar demasiado duros para as condições que as classificativas apresentavam.
A este respeito, Loeb referiu no final da prova que “em alguns locais foi muito difícil manter o carro na estrada e se é verdade que noutros ralis também já encontramos nevoeiro, chuva e lama, também não é mentira que nessa altura tínhamos os pneus adequados para fazer face a essas vicissitudes o que não aconteceu agora”.
Por isso, o tetracampeão do mundo deixa o recado à FIA, clarificando que as actuais regras que impedem fazer rasgos nos pneus não vão de encontro às questões de segurança: “não custaria nada permitir fazer cortes nos pneus, nem que fosse apenas um. Isso tornaria as coisas muito mais seguras”.










