A Fórmula E continua a dar finais tensas, com vários candidatos ao título nas últimas rondas. Em 2025/2026 voltamos a ver uma luta até ao fim e este ano temos 9 candidatos com hipóteses de chegar ao cetro, uns mais do que outros. Desde Jake Dennis, no topo, até Nyck de Vries, em nono lugar, apenas 52 pontos separam todo o pelotão que ainda luta pelo título, com 58 pontos em jogo.
O líder do campeonato, Jake Dennis (Andretti), chega a Londres na frente e sem depender de ninguém para conquistar o bicampeonato, depois de uma segunda metade de temporada particularmente forte. Conta com duas vitórias em São Paulo e Sanya, complementadas por três pódios ao longo do ano. O seu sucesso recente em Tóquio (dois pódios consecutivos e uma pole position) ajudou a impulsioná-lo para o topo da classificação, com uma vantagem de dois pontos sobre Mitch Evans, da Jaguar TCS Racing.
Evans tem estado, mais uma vez, na linha da frente da luta pelo título, com duas vitórias em Miami e Berlim, complementadas por pódios em Mónaco, Madrid e Jidá. A sua vitória em Berlim, partindo do 17º lugar, foi possivelmente uma das corridas de destaque da temporada, mas a sua caminhada rumo ao título sofreu um golpe em Tóquio, onde não pontuou na segunda corrida e perdeu a liderança do campeonato que detinha à entrada do fim de semana. Agora apenas dois pontos atrás de Dennis, Evans tem pouca margem para erros em Londres.
One weekend. Nine in contention. But the title can only be won by one. 🏆
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Pascal Wehrlein, da Porsche, teve uma época mais irregular entre os principais candidatos, mas duas vitórias, em Jidá e Xangai, juntamente com pódios em Miami, Madrid e Berlim, mantiveram-no firmemente na luta. A sua vitória em Xangai, a partir da pole, foi particularmente importante, reacendendo as suas esperanças de título após um período difícil no Mónaco e Sanya. Contudo, a penúltima ronda da temporada, em Tóquio, complicou a tarefa do alemão, com Wehrlein a não terminar nos pontos em nenhuma das duas corridas, caindo da liderança para o terceiro lugar.
O atual campeão, Oliver Rowland (Nissan), tem sido talvez o piloto mais consistentemente presente na frente do pelotão, com seis pódios esta temporada, mais do que qualquer outro piloto na luta pelo título, além de uma vitória no Mónaco. O seu duplo pódio em Berlim foi outro exemplo de Rowland a somar discretamente os pontos necessários. O britânico ocupa agora o quarto lugar, a 14 pontos de Dennis.
A partir daqui, os pilotos mencionados estão ainda na luta, mas já com alguma distância para os homens da frente. Edoardo Mortara, da Mahindra Racing, teve uma temporada estatisticamente mais discreta, com dois pódios, no México e em Jidá, e sem vitórias até ao momento; está a 30 pontos de Dennis. António Félix da Costa, da Jaguar TCS Racing, é outro dos candidatos à distância com um ano particularmente interessante, com quatro pódios, incluindo duas vitórias — em Jidá e Madrid, além de pódios em Sanya e Mónaco; está a 33 pontos de Dennis.
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Nick Cassidy, da Citroën Racing, teve um impacto imediato na estreia da equipa no campeonato, conquistando a primeira vitória da Citroën Racing na Fórmula E, no México, após recuperar do 13º para o 1º lugar; soma quatro pódios esta temporada, incluindo passagens pelo pódio em São Paulo, Tóquio e Berlim, mas está a 42 pontos de Dennis. Nico Müller, da Porsche, teve uma temporada de afirmação, conquistando a sua primeira vitória na Fórmula E em Berlim, além de um pódio em Miami; está a 44 pontos da liderança, com hipóteses de título extremamente reduzidas.
Nyck de Vries, da Mahindra Racing, é o último piloto ainda em contenção matemática pelo título, apesar de as suas hipóteses serem muito reduzidas. O neerlandês conquistou duas das vitórias mais memoráveis da temporada, no Mónaco e em Tóquio, pondo fim à longa espera da Mahindra por uma vitória na era GEN3, além de um pódio em Sanya; está a 52 pontos de Dennis.
São assim nove candidatos ao título, mas apenas o top 4 apresenta distâncias pontuais reduzidas que podem mudar o cenário. Do quinto ao nono, a matemática abre hipóteses, mas a realidade afigura-se bem mais exigente para que os cinco pilotos possam chegar ao desejado título.









