Olhando para estes números, se eles não confirmam totalmente a catástrofe anunciada, a verdade é que quando a maior grelha acolhe 15 pilotos (a KF2), se os mais jovens, que serão futuro descem para 10, e se os cadetes e juvenis do Troféu do Futuro, que correm em paralelo com o nacional não vão além de 17, não podemos deixar de nos questionar.
E, já agora, questionar também a FPAK: licenças caras, custos elevados, pouca visibilidade e divulgação da modalidade, conduzem a que eventuais patrocinadores se encolham, e o nível de esforço exigido aos pilotos passa a exagero só ao alcance de alguns privilegiados. Será a crise económica? Sem dúvida, mas não será só isso.
Nesta perspectiva, muito boa gente se interroga sobre o futuro da modalidade no nosso país, sem deixar de opinar, mais ou mesmo razoavelmente, sobre o papel da Federação e dos clubes. Não será este, então, o momento oportuno para uma reflexão conjunta (se possível, desapaixonada)? Parece-nos que o desporto automóvel agradeceria. Sobretudo o seu futuro.












