Assim, em substituição das anteriores Júnior, Inter A e Livre 125, vimos aparecer a KF3, a KF2 e a KZ2. Os “velhinhos” motores de 100cc, altamente performantes, atingindo as 19/ 20 000 rotações sem grandes dificuldades, o que levava a consequências desastrosas com frequência (motores gripados, quando não totalmente partidos não faltavam), tinham um custo inicial elevado, uma manutenção dispendiosa e uma durabilidade de pistão muito curta, exigindo rectificações de cilindro, no máximo, a cada hora e meia/duas horas de utilização (isto com alguma sorte).
Com os novos motores de 125cc, de arranque eléctrico (TAG), novos carburadores e rotações limitadas (baixamos para as 14000 e 15000, em KF3 e KF), apesar do investimento inicial rondar os 3000 €, as despesas sequentes reduzem-se efectivamente e, aparentemente, a corrida aos armamentos que existia, com preparações e motores a serem quase cotados em bolsa, tornou-se bastante mais razoável.
Se os fabricantes inicialmente reagiram mal à mudança, considerando o período de transição de regulamentos muito curto, a verdade é que os resultados vão surgindo.
Entre nós, o balanço está em curso: ao longo da época, haverá ocasião para mecânicos e pilotos se pronunciarem sobre vantagens e desvantagens das novas categorias.
N.G.












