O lendário golfista Gary Player afirmou um dia que “A sorte é uma coisa engraçada. Parece que quanto mais treino, mais sorte tenho!”. A célebre frase do sul-africano teve um sabor amargo para Ivo Nogueira, que viu a sorte (ou a falta dela) afastá-lo da luta pela vitória numa das provas que tinha treinado com maior empenho e profissionalismo, o Rali de Vila Verde. Nogueira liderava a prova após duas classificativas quando foi obrigado a abandonar devido a problemas de travões e a uma fuga no radiador, ambos provocados pelo embate numa pedra colocada na linha de trajetória já na parte final do primeiro troço.
Curiosamente, o jovem piloto tinha estabelecido um tempo-canhão nessa classificativa, a mais longa da prova (14,39 km), deixando Paulo Antunes a 8,7 segundos e João Silva, que também sofreu um toque e um furo nesse troço, a 23 segundos. Na especial seguinte, Nogueira ainda manteve a liderança da prova mas os danos no Citroën DS3 R3T viriam a obrigá-lo a desistir no final da PE3.
“Foi pena porque trabalhei imenso para preparar este rali e tinha confiança para continuar a atacar”, referiu o jovem piloto de 20 anos. “Os quilómetros que fiz em testes permitiram-me encontrar melhores afinações de suspensão para o DS3 e conhecer o comportamento do carro em diferentes condições. Além disso, dei um passo em frente em termos de rapidez mas vou trabalhar ainda mais pois sinto que posso ser muito competitivo até ao final da época”.
A próxima prova do CPR2 é o Rali Centro de Portugal, a 16 e 17 de setembro.










