Quem às 12h45 de domingo passou pelo túnel de acesso ao paddock junto à Bancada A, certamente notou uma corrente pouco normal de espectadores que freneticamente se deslocava do paddock em direcção ao exterior, rumo à bancada principal do circuito. Afinal, o ansiado Rally de Portugal Exhibition estava prestes a começar.
Foi no Rali Internacional TAP de 1972 que o Autódromo do Estoril recebeu, pela primeira vez, os melhores pilotos do mundo de ralis, alguns meses após a sua inauguração. Pouco depois da partida, sob uma chuva intensa, cumpriu-se uma prova especial de classificação na pista. Alguns dias depois, no final do rali, os sobreviventes voltaram à recta da meta, para o primeiro de muitos slaloms de consagração, perante uma bancada principal cheia.
O programa do evento do passado fim-de-semana do Estoril Classic incluiu, numa iniciativa do Automóvel Clube de Portugal, uma reedição do slalom que tantos anos marcou “o melhor rali do Mundo”, tendo como cabeça de cartaz Markku Álen, aos comandos de um espectacular FIAT 131 Abarth. O piloto finlandês voltou a ser muito acarinhado por “um público muito especial” e em troca proporcionou alguns momentos de encher o olho e palpitar o coração até ao espectador mais indiferente.
Mas não foi só o ex-campeão do mundo de ralis que ofereceu ao muito público uma contemplação do passado. Nomes grandes do automobilismo nacional, como Mário Silva ou Bernardo Sousa, em Ford Escort, brindaram o público de igual forma e o mesmo entusiasmo.
Veja a fotogaleria: Fotos Gonçalo Bispo
[soliloquy id=”338354″]









