Logicamente, uma operação deste calibre requer muita ponderação e análise, já que se trata do segundo campeonato mais importante da FIA a seguir ao Mundial de F1, e a questão da promoção tem sido a grande pecha da modalidade nos últimos anos.
Desde os tempos da ISC, que curiosamente foi vendida por Bernie Ecclestone em 2000 a um grupo presidido por David Richards, existiram grandes divisões com a FIA, até que esta transferiu a promoção para a North One Sport, que, como se sabe, falhou em toda a linha, especialmente no que à transmissão de imagens diz respeito, pois o número global de telespectadores ficou longe do aspirado pelas equipas.
Olhando para o futuro, a FIA tenta um acordo com o Eurosport, que curiosamente, sendo promotora do IRC, delineou um calendário só com provas na Europa, precisamente o oposto do que a FIA pretende para o WRC. A curto prazo a FIA pretende ter cinquenta por cento das provas na Europa e outro tanto espalhado pelos vários continentes.
Outra das discussões da FIA com o Eurosport passa pela fusão do Europeu de Ralis com o IRC, já que a competição ficou completamente esvaziada nos últimos anos em detrimento da organizada pelo Eurosport Events.
Contudo, a FIA tem algumas dúvidas se o Eurosport conseguirá juntar a tudo o que já tem, mais o WRC, que precisa de urgente atenção “promocional”, onde são necessários grandes meios. O acordo está a ser discutido minuciosamente, e no final os membros do Conselho Mundial irão votar via fax.
Martin Holmes











