Golpe de teatro no Rali Serras de Fafe. Mikko Heikkilä / Samu Vaaleri (Škoda Fabia Rally2 evo) estavam a encaminhar-se para a vitória mas um furo perto do fim da última especial roubou o que seria um triunfo merecido para a dupla e a sua equipa, a portuguesa The Racing Factory. Hayden Paddon / John Kennard (Hyundai i20 N Rally2) são assim os vencedores da prova portuguesa, com Mads Ostberg e Patrik Barth (Citroën C3 Rally2) a ficarem com o segundo lugar, a 10.7 seg do vencedor. Georg Linnamäe / James Morgan (Hyundai i20 N Rally2) completaram o top 3, a 27.5 de Paddon.
Craig Breen / James Fulton (Hyundai i20 N Rally2) foram os vencedores da Power Stage, no troço da Lameirinha, com o tempo de 9:23.1, menos 0.7 seg. de Paddon, que foi o segundo. No entanto, o segundo seria suficiente para assegurar o triunfo, beneficiando do terrível azar de Heikkilä. Linnamäe assegurou o terceiro tempo a 3 segundos da referência.
Foi uma excelente prova de Paddon, que sobreviveu ao segundo dia, com condições muito duras e que obrigaram ao cancelamento de três especiais. Mas hoje, o neozelandês foi subindo na classificação, superando Ostberg, que parecia um dos mais fortes candidatos à vitória. A candidatura perdeu força ao longo do segundo dia e Paddon foi-se aproximando de Heikkilä. Mas o finlandês foi-se mantendo no comando das operações até a derradeira especial em que um furo no pneu dianteiro esquerdo deitou por terra o excelente trabalho realizado. São ralis. muitos dirão.
Fica assim concluída a primeira prova do ERC, muito dura no segundo dia, mostrando-se em todo o seu esplendor no derradeiro dia, com troços fantásticos, paisagens igualmente belas e emoção até ao fim.













Alguns pontos a reter: 1 – Grande rali e grande campeonato europeu que se avizinha, apesar deste rali ter sido “inflacionado” pelos pilotos que queriam vir treinar algumas classificativas do rali de Portugal. 2 – Foi com alguma tristeza que constatei a atual enorme diferença entre os pilotos estrangeiros e os portugueses, com exceção do Armindo Araújo. E desta vez não se pode falar muito de condições pois, para além de os portugueses terem carros muito bons, o piloto finlandês que ia ganhando o rali fê-lo com um carro de uma equipa portuguesa e que nem sequer era a versão… Ler mais »
Bem escrito… e pontos pertinentes!
Apenas penso não haver “enorme” diferença entre o Armindo e alguns outros portugueses…
Espero que o Teodósio tire algum beneficio de ser colega do Breen…