Entrevistado antes da última ronde de especiais, o francês revela ser “impossível vencer, pois eles são grandes pilotos e eu sou segundo e estou muito feliz.”. Mas no seu íntimo, Delecour sabia que podia vencer e logo no final da primeira passagem pelo Turini já levava nove segundos de avanço para Sainz. O jogo do gato e do rato continuou, até que o francês chega à derradeira passagem pelo mítico Col du Turini, último troço do rali, com 41 segundos de vantagem para Sainz. O impensável estava prestes a acontecer e o espanhol nem sequer atacou, pois em condições normais sabia ser impossível recuperar tantos segundos.
Contudo, já na descida, um furo a que se seguiram graves problemas de suspensão no Ford sierra 4X4 acabaram com o sonho de um jovem francês, em vencer o Rali de Monte Carlo, o que conseguiria somente três anos depois, em 1994, depois de ter deixado de ser uma jovem promessa, e passado a constar, muito justamente, entre lote de favoritos às vitórias. As imagens de Delecour, completamente histérico a tentar explicar aos seus adeptos porque não iria conseguir vencer a prova foi mais um momento histórico do que livro de ‘estórias’ do Monte Carlo é pródigo.
Vinte anos depois, em 2011, Delecour entra para a etapa final, ironicamente, com a mesma desvantagem de 39 segundos para o líder, e novamente com o Turini pela frente. Duas décadas passaram pelo então jovem de 28 anos, e agora, aos 48 anos, será que o destino lhe vai ‘vingar’ a derrota de 1991? Não sabemos, mas o Eurosport , mais logo vai-nos mostrar.










