“Há alguns anos que tenho vindo a considerar qual a maneira de assegurar o futuro a longo termo da Williams de forma a que se mantenha fiel aos princípios com que eu e o Patrick Head criámos a equipa em 1977. O meu objetivo, então, era competir na Fórmula 1 como construtor independente. Esta era e é a minha grande paixão e vou continuar a competir enquanto for abençoado com saúde”, afirmou Frank Williams num comunicado emitido no site da equipa.
“Também é meu objetico que a equipa se apresente em boa forma para continuar a competir depois de mim. Para tal, é necessário e cauteloso planear uma estrutura de posse que lhe permita manter-se como uma equipa independente, gerida e composta por pessoas empenhadas na Fórmula 1 e às práticas desportivas saudáveis que nos têm suportado nestas últimas três décadas”, acrescentou. “Concluí que a opção que melhor cumpre este objetivo é alargar a nossa base de sócios com acionistas públicos, mantendo um núcleo duro de investidores a longo termo envolvido na gestão da equipa. Isto irá assegurar estabilidade, boa governação e irá, estou convicto, permitir-nos atrair e manter os melhores parceiros”, explicou.
A Williams tem contado com progressivas dificuldades financeiras nos últimos anos, algo agravado este ano com o abandono da Philips e da RBS, apesar do anúncio do acordo com a empresa petrolífera venezuelana PDVSA. Frank Williams, Patrick Head e Totó Wolff controlam a equipa, com este último a deter 10 por cento, mas Williams garante que “qualquer que seja o passo tomado, deverei continuar a ser o sócio maioritário e manter-me no controlo da AT&T Williams”.








