Rali de Santana arranca com novo duelo entre João Silva e Miguel Nunes após decisão do protesto em Machico
O Rali de Santana, segunda prova do Campeonato de Ralis da Madeira, disputa-se este fim de semana e volta a centrar atenções no duelo entre João Silva e Miguel Nunes, depois de o Colégio de Comissários Desportivos (CCD) ter homologado a classificação final do Rali Marítimo Município de Machico, ganho – e também protestado – pelo piloto do Toyota GR Yaris Rally2.
A prova arranca, como é habitual, no kartódromo do Faial, com a super-especial de sexta-feira, ficando as restantes oito classificativas reservadas para sábado. Em plano de destaque estará novamente a luta entre João Silva e o campeão madeirense Miguel Nunes, agora ao volante de um Skoda Fabia RS Rally2, depois de o primeiro embate da temporada ter sorrido a Silva, vencedor de sete das nove especiais em Machico.
A entrada em Santana acontece depois de dissipadas as dúvidas em torno da classificação da prova inaugural. O CCD da FPAK decidiu não dar seguimento à reclamação apresentada por João Silva relativamente à viatura de Miguel Nunes, relacionada com uma alegada associação publicitária a uma marca de tabaco.
Na decisão, tornada pública pelo Club Sport Marítimo, os comissários sustentam que a Sociedade Tomiauto, Lda. é detentora da licença de equipa PT26/2964 com a designação “Lotes Team Tomiauto”, pelo que a inscrição exibida na viatura corresponde a “um diminutivo da licença em causa”, sem violação das regras de publicidade previstas nas PGAK. Com isso, a classificação final foi homologada.
Entretanto, João Silva admite recorrer da decisão, já que entende poder haver erros processuais.
Silva chega na frente, Nunes procura resposta
Em termos competitivos, João Silva parte para Santana na frente do campeonato, depois de uma vitória clara em Machico, onde terminou com 49,4 segundos de vantagem sobre Miguel Nunes. As restantes categorias também prometem animação. Gil Freitas chega em evidência após vencer a categoria Master na estreia do Alpine A110 RGT+, com 43,9 segundos de vantagem sobre José Camacho. Vítor Sá, também em Alpine A110 RGT, recuperou de um erro na super-especial inicial até ao terceiro lugar.
Com a classificação de Machico confirmada e a possibilidade de novo recurso ainda em aberto, Santana recebe agora uma prova de um campeonato que entra na segunda ronda com rivalidade reforçada dentro e fora da estrada.
FOTO Facebook João Silva









