Ricardo Moura teve uma temporada azarada no Nacional de Ralis/ERC, já que abandonou nas três provas em que participou e se agora no Algarve nem sequer teve tempo de mostrar se tinha ritmo para lutar pelo triunfo na prova, ele que se tem dado bem no Algarve, a verdade é que em Fafe e nos Açores, dois contratempos mecânicos afastaram-no duma vitória quase certa (em Fafe) e da luta pelo triunfo (nos Açores).
Em Fafe, o rali parecia estar resolvido a seu favor, e já depois de ter vencido as duas primeiras especiais do último dia de prova, colocando a diferença para o segundo em 42.30s, surgiu um golpe de teatro, com o açoriano a desistir devido à quebra duma rótula da suspensão, que cedeu numa ligação.
Já nos Açores, apesar do favoritismo das ‘trutas’ do ERC, Ricardo Moura mostrou que tinha de ser levado em conta, pois esteve na frente, a meio da prova. Mais tarde, e quando Alexey Lukyanuk liderava e Ricardo Moura lutava com Bruno Magalhães pelo segundo lugar, o russo bateu num pedra, danificou um tirante da direção partido e abandonou. Moura ficou na luta com Bruno Magalhães pela vitória, mas no arranque da última secção, a polie da combota do Fiesta R5 desvulcanizou e ditou a desistência de Moura.
Se em Fafe iria certamente vencer, nos Açores tinha boas possibilidades, pois com uma secção inteira pela frente, partia com 9.6s de atraso para Bruno Magalhães antes do azar lhe bater à porta. Agora foi no Algarve, como relata:
“Não foi azar, foi um erro meu. No início do troço cortei demasiado uma curva e daí resultaram dois dois furos lentos. O carro ficou difícil de pilotar e acabei por fazer um pião pouco depois. Levámos o carro até ao fim da especial, com cuidado, para não prejudicar nenhum piloto que viesse atrás de nós. Como só tínhamos uma roda suplente tivemos de abandonar pois ainda havia várias especiais para fazer. Não esta a maneira que gostava de acabar o ano, mas em 2018 estaremos mais fortes” disse Ricardo Moura.












