A FPAK decidiu agora acabar com os pontos resultantes das vitórias em troços, uma medida que parece acolher bem junto da generalidade das pessoas ligadas a este fenómeno dos ralis. Há quem entenda que tornava a perceção dos resultados bem mais complicada para o adepto ‘eventual’, e não muito menos para o adepto ‘hardcore’. Contudo, e como sempre, há dois lados da moeda, porque esta regra que nasceu em 2014 (ainda que com um formato diferente do que sucedia até ao ano passado), pretendia estimular a competitividade e fazer com que pilotos que já não tivessem grandes possibilidades a nível de resultado pudessem lutar pelas vitórias em troços e com isso obter pontos.
Por fim, nunca nos podemos esquecer do que sucedeu no Rali Casinos do Algarve de 2017. Recordemos parte do texto: “Carlos Vieira e Jorge Carvalho sagraram-se Campeões Nacionais de Ralis, com um exemplar triunfo no Rali Casinos do Algarve. O piloto do Citroën DS3 R5 foi o mais rápido e só não venceu dois troços do rali, sendo que, se virmos apenas as contas do CNR, só falhou a vitória em dois troços.
Vieira chegou ao Algarve com 8.34 pontos de desvantagem para Pedro Meireles, mas as vitórias nos troços, além do triunfo no rali, deram o merecido título, por menos de um ponto, a Vieira. Se a vitória no rali sempre esteve entre as previsões dos principais observadores, já o triunfo no número de classificativas necessário para suplantar o atraso pontual que tinha era tarefa bem mais complicada, mas Carlos Vieira realizou uma prova a todos os níveis excecional, cometendo apenas um erro num troço, e perdendo 20s. No final, assegura o título por… meio ponto! Uma novidade absoluta no Campeonato Nacional de Ralis…”









