Já depois dos 60 anos Cipriano Antunes concretizou um velho sonho; correr de Audi Quattro. No Rally Casino de Espinho o veterano piloto de Mafra falou ao AutoSport de como tudo surgiu, trazendo às classificativas nacionais uma máquina mítica que fez furou nos ralis do final do século XX.
“Este carro sempre me fascinou desde o tempo em que fazia furor nos ralis e era conduzido pelos grandes nomes da modalidade como o Hannu Mikkola ou o Stig Blomqvist. E também pelas suas formas, e por aquilo que significava em termos de inovação no seu tempo”, explica o piloto de Mafra. “Na altura não tinha rivais, mas era demasiado pesado para o motor que tinha, apesar de ser um turbo. Os rivais é que não estavam ao mesmo nível. Falo concretamente dos Ford Escort ou dos Fiat 131 Abarth. Mas o Audi Quattro é um carro muito difícil de guiar. Não perdoa erros. E na época não tinham que se esforçar demasiado face aos rivais”, refere Cipriano Antunes.
“Claro que correr num carro destes chama sempre a atenção, reconheço isso. Vá onde vá é sempre um acontecimento, e isso também me agrada, tendo eu um passado profissional como torneiro mecânico”, refere Cipriano Antunes. O piloto de Mafra destaca também a dificuldade de manter na estrada um carro como o Audi Quattro: “A marca já não fabrica as peças, que são por isso muito difíceis de encontrar. Aliás, recentemente tivemos de desbastar um disco de travão porque não encontrávamos nenhum daquelas dimensões e tivemos de o fazer para não sermos desclassificados”. A seu lado Cipriano Antunes tem o experiente, Mário Feio, que foi escolhido pela sua ligação à equipa de assistência. “Tem muita paciência para me aturar (risos)”, observa.










