Jorge Lorenzo vence em Motegi, Marc Márquez bicampeão
Marc Márquez assegurou hoje o seu segundo título de Campeão do Mundo de MotoGP, no Grande Prémio do Japão, ao terminar a corrida em segundo lugar, atrás de Jorge Lorenzo, que voltou a vencer, com Valentino Rossi a conquistar também novo pódio.
Para Lorenzo, esta é a segunda vitória da época, e também a segunda vitória consecutiva dando continuidade ao seu recente bom momento de forma. Tal como se esperava, a atenção da corrida estava quase totalmente centrada à volta de Marc Márquez, que revalidou o título a três jornadas do final. Márquez cruzou a linha de meta a 1,638s de Lorenzo para somar os importantes que lhe deram a vitória no Campeonato do Mundo, enquanto Rossi completou o pódio em terceiro.
Márquez não fez uma boa partida, mas passou Pol Espargaró (Monster Yamaha Tech3), Dani Pedrosa (Repsol Honda Team) e Andrea Iannone (Pramac Racing) nas primeiras voltas para ir atrás do grupo da frente. Depois ele ultrapassou o homem da pole Andrea Dovizioso (Ducati Team) e venceu a batalha com Rossi a meio da corrida ao passar o italiano à segunda tentativa na nona volta para ascender a segundo. Atrás de Lorenzo, Márquez e Rossi, ficou Pedrosa, em quarto, falhando o pódio por 0,555s, com Dovizioso em quinto. O Top 10 contou ainda com Andrea Iannone (Pramac Racing), Stefan Bradl (LCR Honda MotoGP), Pol Espargaro (Monster Yamaha Tech3), Bradley Smith (Monster Yamaha Tech3) e Álvaro Bautista (GO&FUN Honda Gresini).
O mais jovem bicampeão da história do MotoGP
Marc Márquez revalidou o ceptro da categoria rainha do motociclismo mundial, em grande estilo, batendo recordes atrás de recordes, escrevendo páginas de ouro da história do Mundial de Motociclismo que serão recordadas daqui a muitos anos. No ano passado, Márquez tornou-se no mais jovem Campeão do Mundo de sempre da categoria rainha, garantindo a coroa com quatro pontos de margem na última corrida do ano em Valência. Este ano um brilhante início de defesa do título viu-o conquistar dez vitórias consecutivas nas dez primeiras corridas, ofuscando por completo os seu rivais.
Uma fratura da perna na pré-época contraída num acidente quando treinava de motocross fez com que o piloto falhasse o último teste antes do arranque da nova época, mas nunca mostrou sinais de fraqueza assim que a verdadeira ação começou no Qatar. Semanas depois do acidente de treino Márquez mostrou que seria difícil ser batido este ano ao vencer desde a pole no Circuito Internacional de Losail após grande batalha no deserto com Valentino Rossi.
De regresso ao palco da sua primeira vitória de MotoGP no ano passado em Austin, Márquez esteve imparável na segunda jornada ao vencer com quatro segundos de margem sobre o colega de equipa na Repsol Honda, Dani Pedrosa. Duas semanas depois Márquez juntou mais um traçado à lista das pistas onde venceu ao efetuar magnífica corrida de MotoGP na Argentina, no Termas de Rio Hondo. Apenas uma semana depois do triunfo na Argentina, Márquez rumou à vitória em casa, perante 115.000 espectadores, em Jerez com Rossi e Pedrosa no pódio. Foi a quarta vitória desde a pole para Márquez. As brilhantes prestações de início de época levaram depois Márquez a renovar o acordo por dois anos com a equipa, ficando ligado à Honda Racing Corporation até ao final de 2016.
Seguiram-se mais vitórias desde a pole em Grandes Prémios europeus, em Le Mans e Mugello. Pedrosa, Rossi e Jorge Lorenzo davam tudo para travar o impressionante jovem de 21 anos, mas não encontravam forma de o fazer. Os rivais de Márquez tiveram alguma esperança no circuito Barcelona-Catalunha quando ele caiu na Q2 e falhou a pole pela primeira vez na época, qualificando-se em terceiro. Mas quando chegou a corrida Márquez mostrou-se fortíssimo, como sempre, cruzando a linha de meta com meio segundo de vantagem sobre Rossi e escapando a um susto tardio quando Pedrosa lhe tocou na roda traseira ao cair do pano; Dani esteve mesmo quase a cair e teve de se contentar com o terceiro posto.
Com prestações brilhantes, a cada fim-de-semana que passava Márquez era questionado sobre se se sentia invencível e se seria capa de ganhar todas as corridas de 2014. Mas ele nunca embandeirou em arco e insistiu que tinha de estar preparado para a corrida em que não seria capaz de vencer. Reiterou de forma consistente que o objetivo era vencer o campeonato e não todas as corridas.
Mesmo assim, os triunfos continuaram a surgir com Márquez a tirar o melhor partido da Honda RC213V em cada corrida. Assen foi palco de grande desafio em condições complicadas, mas Márquez adaptou-se muito bem na corrida bandeira-a-bandeira e venceu com 6,7s de vantagem sobre Andrea Dovizioso. O sucesso no Dutch TT fez de Márquez o primeiro piloto desde Giacomo Agostini, em 1971, a vencer as oito primeiras corridas do ano da categoria rainha.
Sachsenring foi a prova que se seguiu e os pilotos de MotoGP™ voltaram a deparar-se com condições traiçoeiras. Com a pista a secar rapidamente, grande parte do pelotão trocou da afinação de molhado para seco na última volta de aquecimento, o que fez com que tivessem de partir do pit lane. Márquez mostrou novamente ser um homem para todas as estações do ano ao vencer com 1,5s de margem sobre Pedrosa.
Isto fez com que Márquez fosse para a paragem de Verão com um registo perfeito de nove vitórias em nove corridas, com uns confortáveis 77 pontos de vantagem na geral. A vantagem aumentou para 89 pontos quando a ação foi reatada em Indianapolis e Márquez assinou mais uma vitória desde a pole, com Lorenzo e Rossi a juntarem-se a ele no pódio. A vitória viu Márquez tornar-se no primeiro piloto desde Mick Doohan, em 1997, a triunfar nas dez primeiras jornadas da época da categoria rainha.
Mas acabou por chegar o dia em que Márquez não seria capaz de vencer e esse dia surgiu em Brno. Márquez cruzou a linha de meta em quarto, atrás do vencedor Pedrosa e de Lorenzo e Rossi. Contudo, duas semanas depois em Silverstone regressou a ‘normalidade’, com Márquez triunfar depois de soberba batalha com Lorenzo. Quedas pouco características de Márquez em Misano e Aragão levaram-no a terminar as corridas em 15º e 13º, respetivamente. Contudo, o jovem de 21 ainda ainda contava com larga margem de 75 pontos de vantagem quando o MotoGP™ rumou ao Japão para a primeira de três corridas no Extremo Oriente.
Com uma prestação tranquila e controlada rumo ao segundo posto em Motegi, atrás de um Lorenzo vitorioso e em crescendo, Márquez somou os pontos necessários para revalidar o título. Depois de vencer a batalha com Rossi a meio da corrida e de gerir a vantagem sobre o italiano na segunda parte da corrida, Márquez conquistou o Campeonato do Mundo a três corridas do final.
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