PTRX: Em Sever do Vouga há Ralicross, Kartcross, Super Buggy e a Lenda da Moura da Cerqueira
Capital portuguesa do mirtilo, Sever do Vouga é um município reconhecido pelas suas magníficas paisagens naturais e culturais, nas quais se enquadram algumas das mais belas cascatas do país, o idílico vale do Vouga, inúmeros miradouros sobre a costa atlântica, bem como, um rico e preservado património megalítico. É precisamente neste cenário paradisíaco que o Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy vai arrancar com o 46º Ralicross de Sever do Vouga 2020.
Um arranque especial para o Vouga Sport Clube que em fevereiro passado comemorou 40 anos de existência, desde que o organizador do campeonato iniciou o seu trabalho em prol do desporto automóvel. Com o cenário montado e uma lista de inscritos apelativa, a afamada pista do Alto do Rocário abre portas no próximo dia 7 de março, onde irão decorrer as verificações técnicas e documentais e a partir das 14h00, irá haver treinos livres, treinos cronometrados e realização das 1ª e 2ª corridas de qualificação.
No domingo, arranca o warm up às 9h30, seguindo-se as 3ª e 4ª corridas de qualificação e, a partir das 14h00, serão disputadas as meias finais e finais, cerimónias de pódio e entrega de prémios. Pedro Gil Vasconcelos confirma que o trabalho está completo, e que o público vai ter a oportunidade de assistir a um grande espetáculo. «É uma competição em que a única gestão possível é ser rápido, pois as corridas são muito curtas e qualquer hesitação pode pagar-se com a perda de posições, comprometendo um possível bom resultado. Por outro lado, a realização de várias corridas, com todo o processo de eliminatórias que conduz às finais, garante bom espetáculo para o público e tempo de qualidade para os pilotos». Pedro Gil Vasconcelos não tem dúvidas que 2020 promete fortes emoções para a modalidade, que todos os anos tem atraído cada vez mais adeptos.
Por ser a prova inaugural do campeonato, as expetativas são sempre maiores, mas Pedro Gil Vasconcelos acredita que no Ralicross não há essa distinção, aliás, nas palavras do promotor do campeonato, cada prova tem uma história para contar. «Claro que a primeira prova tem sempre o dom de ser o momento em que se ´toma o pulso´ ao campeonato em cada ano e Sever do Vouga vai cumprir, estou certo, muito bem esse papel. Em dezembro passado comemorou 30 anos sobre a realização da primeira prova internacional de Ralicross em Portugal.
Por outro lado, Lousada com toda a tradição dos Campeonatos da Europa, que abriram caminho para que o Ralicross seja o que é hoje entre nós e para os Mundiais que se disputaram e vão disputar em Montalegre. Há ainda traçados como Mação, que tanto ajudam a descentralizar o desporto motorizado e Castelo Branco, que apesar da interrupção que teve ainda há pouco, está a recuperar público, com um ótimo trabalho realizado em prol da modalidade. Mas claro que depois há todos os outros planos, o desportivo, com pilotos de grande nível, com grande corridas e o facto de no Ralicross termos os pilotos de automóvel mais jovens, sendo o Ralicross uma escola que forma pilotos de grande valor».
Mas Sever do Vouga é muito mais do que o circuito esconde e as paisagens descrevem. Reza a lenda que, no tempo em que os mouros dominavam a região, uma moura muito grande e muito arrogante, quando dava os seus passeios levava o filho ao colo e uma roca para fiar o linho. Certo dia, sentou-se na borda do caminho, para amamentar o filho e apareceram-lhe inimigos em grande número. Ela para se salvar transformou-se numa pedra moura. Ainda agora, os habitantes do Coval e da Cerqueira, em certas noites de Lua Cheia, ouvem os gemidos da moura.
Lendas à parte, também Pedro Gil Vasconcelos tem uma história para contar – o dia em que se dedicou ao dirigismo, sem esquecer, com saudade, a verdadeira razão pela qual se apaixonou por este desporto. «É uma espécie de tradição familiar. O meu pai chegou a fazer umas corridas de motos, depois um cunhado que chegou a ser campeão de promoção e o meu irmão que está desde sempre ligado ao desporto automóvel, foram os pilares desta paixão. Depois, foi em Vila do Conde que tudo começou de facto, fui agente de segurança, na altura com uma equipa fantástica liderada pelo Carlos Navega Vasconcelos, segui para “bandeirinha”, para chefe de posto, diretor de prova ajunto nos karts, acho que fui o mais jovem de sempre, e depois foi a competição. Comecei a competir no Todo-o-Terreno e depois nos Ralis, como navegador, passei pela Velocidade e claro, tenho também a ligação profissional, que me fez passar pelo Motor, pelo AutoSport, pela Rádio Nova, pela RTP… e que começou na Rádio Delírio».
Lista de Inscritos e programa do 46º Ralicross de Sever do Vouga 2020 – CLIQUE AQUI
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