Depois de na época transata terem competido com dois Seat Leon Mk1, e num ano em que criaram a equipa J. Correia/LXS, José Correia e Ricardo Gomes adquiriram duas novas máquinas para os acompanharem na discussão dos primeiros lugares de cada categoria no Campeonato Nacional de Montanha 2015.
Para este intento a fórmula é simples, a equipa conta com dois carros e um total de ‘640 cv’. José Correia terá em mãos a mais recente arma da SEAT, um Leon Eurocup MK3, de 330 cv, enquanto Ricardo Gomes conta com a versão anterior, o Leon Supercopa MK2, de 310 cv.
Em conversa com o AutoSport, José Correia apontou algumas diferenças entre os modelos SEAT, afirmando estar ainda em fase de adaptação, “por isso vamos ver quais serão os resultados mas espero ficar nos primeiros lugares da categoria. Em relação ao Leon MK1 este carro é muito diferente. Conta com uma caixa sequencial no volante, enquanto o anterior tinha caixa manual. Ao nível do motor o MK3 é um 2.0 litros, com 330 cv, face ao motor 1.8 litros de 260 cv do MK1. Este carro é muito mais rápido e potente”.
Sem esconder a satisfação com as recentes aquisições, Ricardo Gomes é perentório ao dizer que a “é uma diferença abismal, este carro tem um comportamento extraordinário. Por exemplo, não se sente a transferência de massas, o que só isso já é uma grande diferença em termos de condução”.
“A luta neste momento está em encontrarmos o set up correto, no caso, para as várias provas. Estamos numa fase de adaptação a ambos os carros, e a diversidade de provas existente exige uma grande variedade em termos de set up. Por exemplo, a Rampa da Penha é uma realidade, enquanto a Falperra é outra, a Rampa do Caramulo conta com outras características, e se no caso do MK2 é já possível conhecer algum histórico, o MK3, por ser novo, está tudo por descobrir. O MK3 é a versão que está a fazer o Eurocup já há dois anos”, explicou Ricardo Gomes.
Os pilotos explicaram também que o MK2 e MK3 são “semelhantes, não existindo grandes diferenças em termos de motor”, apontando a carroçaria como o principal factor distintivo entre ambos, dado o “MK3 ser mais aerodinâmico”.
A estreia em competição aconteceu no fim de semana passado na primeira prova do Campeonato Europeu de Montanha, a 43ª Course de Côte Internationale, Saint-Jean-du-Gard, no Col Saint Pierre. José Correia acabou por abandonar logo na primeira subida, nos treinos, após um toque, enquanto Ricardo Gomes classificou-se em 42º da geral da série B (carros de produção) do Campeonato Francês de Montanha e 11º da classe, numa participação em que, mais que o resultado, o que importava mesmo era participar, como explica Ricardo Gomes:
“A nossa prioridade este ano é o Campeonato Nacional de Montanha, é a nosssa vontade, e o motivo pelo qual estivemos na abertura do Campeonato Europeu de Montanha, é a possibilidade de conhecermos as provas do europeu e também a realidade dos nossos dois carros. Por isso vamos fazer em 2015 um ‘ano zero’, com algumas incursões pelo europeu de montanha, porque não sabemos se o nosso futuro não possa vir a ser uma presença mais firme no europeu em anos futuros”, finalizou o piloto.









