Há dias li um texto que falava de jogos eletrónicos e do seu fenómeno imparável. Tal como lá é referido, estes são cada vez das maiores, se não já a maior indústria de entretenimento. Há como se sabe diversas plataformas e centenas de jogos, tendo também nos últimos anos nascido os torneios, que, em em alguns casos, têm audiências de milhões.
Como é lógico, as marcas não andam a dormir e têm vindo a associar-se a estas iniciativas e com isso a ajudá-las a crescer, e nesse texto questiona-se se isso não poderá ser uma ameaça ao futebol.
Talvez, mas não é isso que me interessa, o que quero salientar é o que pode ganhar com isso a ‘nossa’ indústria, a do desporto motorizado. Como se sabe, todas as principais competições já entraram na Esports, quer seja Fórmula 1, Ralis, etc. Se o futebol se preocupa que os jovens de hoje prefiram ficar em casa a jogar PES ou FIFA, ao invés do praticarem a sério – e como se percebe pelo referido atrás, os jogos podem vir a fazer sombra ao futebol ao ‘roubar’ a atenção dos adeptos – no caso dos ‘motores’ este tipo de jogos não só está a atrair mais adeptos para a ‘nossa causa’, bem como a servir de plataforma para se descobrirem verdadeiros talentos, embora ainda a uma escala pequena.
Ao contrário do futebol, os ‘motores’ têm é de perceber qual é a melhor forma de se fazer a ponte entre o ‘Sim Racing’ e a competição real – que já está a acontecer há muito, ainda que em pequena escala – e como é que estas duas realidades se podem alimentar uma à outra e ganhar ambas com isso. O trabalho que está a ser feito pelos Esports é fantástico. Na Esports F1 sabia que 66.000 jogadores participaram na qualificação para apurar… 40.
Os Esports, o Sim Racing está a crescer incrivelmente por todo o mundo e é bom que o futebol se preocupe, pois enquanto a jogar PES e FIFA ninguém se torna um Ronaldo, já a ‘praticar’ Esports podem descobrir-se potenciais Senna. Se reduzirmos esta questão a Portugal, era preciso é que depois houvesse quem os aproveite…










