George Russell parte da pole position numa grelha altamente compactada, onde a brutal degradação dos pneus e a ameaça do ‘undercut’ deverão ditar o rumo da corrida.
George Russell recolocou a Mercedes na rota do sucesso ao conquistar a pole position para o Grande Prémio de Barcelona-Catalunya. Contudo, com as margens mínimas a separarem a Mercedes, a McLaren, a Ferrari e a Red Bull, a gestão estratégica emerge como o fator crucial para a corrida de hoje.
Sob um calor asfixiante, com o asfalto a prometer atingir os 54 °C e rajadas de vento até 40 km/h, a exigência sobre os pneus será extrema, transformando a pista num autêntico tabuleiro de xadrez tático.
A Pirelli aponta que a estratégia ideal passará por duas paragens, recorrendo à sequência médio-duro-duro, com janelas de paragem estimadas entre as voltas 15-21 e 38-44.
No entanto, a degradação prevista é severa: quem adiar a paragem arrisca perder até três segundos por volta face a pneus novos, tornando a tentação do undercut irresistível.
Tal cenário poderá desencadear uma paragem em cascata no pelotão, abrindo inclusivamente a rara perspetiva de uma corrida a três paragens.

Verstappen isola-se na escolha de compostos
No meio da uniformidade do pelotão, Max Verstappen surge como a grande exceção. O piloto da Red Bull, que arranca da quinta posição, dispõe de apenas um jogo de pneus duros na sua alocação, o que o impede de replicar a estratégia da maioria.
A sua abordagem lógica deverá alternar entre médio-duro-médio ou médio-médio-duro, uma aposta partilhada apenas pela Haas e pela Alpine de Esteban Ocon: “Honestamente, fiquei um pouco surpreendido por as equipas terem decidido usar maioritariamente os compostos macio e médio [nos treinos livres] em vez do duro”, admitiu o engenheiro-chefe da Pirelli, Simone Berra.

O responsável explicou que a marca esperava que o pneu duro sofresse mais com o sobreaquecimento, mas os dados demonstraram que a degradação final acabou por ser muito semelhante à dos compostos mais macios. Para os restantes carros do top 10, a alternativa viável será o esquema médio-duro-macio.
Esta opção exigirá que o segundo turno, com o composto duro, se estenda até às voltas 50-58, deixando para o fim um exigente e curto turno com os pneus macios, cuja performance deverá decair após meras seis voltas em pista. Com o asfalto inclemente e a instabilidade aerodinâmica provocada pelo vento, qualquer deslize poderá deitar por terra as aspirações à vitória no traçado catalão

FOTO MPSA Agency











