Fernando Alonso descreveu a sua frustração como «para lá do imaginável» depois de um novo problema na unidade motriz Honda ter comprometido a qualificação para o Grande Prémio da Cidade do México. O piloto da Aston Martin terminou em 18.º, após uma falha de pressão de água associada ao sistema de recuperação de energia o obrigar a parar durante a Q1.
Alonso já tinha sentido sinais de perda de potência no último treino livre. Quando o problema surgiu na qualificação, recebeu instruções para imobilizar imediatamente o carro, evitando o risco de danos irreparáveis na unidade motriz.
Apesar de estar próximo da garagem, o espanhol explicou que tentar regressar às boxes não seria a solução adequada: “Estava a 100 metros da garagem, mas provavelmente o problema era maior do que qualquer coisa que fosse possível fazer na garagem. Por isso, o mais seguro para todos, também em pista, era parar, e segui essa indicação.”
Ritmo dava esperança de um resultado melhor
Questionado sobre a possibilidade de chegar à Q3, Alonso admitiu que seria difícil, embora considerasse existir alguma margem para lutar por esse objetivo.
“Estávamos em 12.º, 13.º, 11.º, por isso estávamos na zona. Se tivéssemos feito uma boa volta, talvez fosse possível. Mas acho que isso era provavelmente demasiado otimista. Talvez o 13.º ou o 12.º lugar fosse a nossa posição”, afirmou.
O espanhol atribuiu a maior competitividade do AMR26 às características do Autódromo Hermanos Rodríguez. Na sua avaliação, a existência de poucas retas e os baixos níveis de aderência reduzem o tempo passado com o acelerador a fundo, tornando o desempenho menos dependente da potência.
Alonso mostrou-se pouco confiante na possibilidade de recuperar a partir do fundo da grelha. Apontou as dificuldades de controlo das temperaturas como um obstáculo a seguir outros carros de perto.
“Aqui há enormes problemas de temperaturas para todos, por isso, quando se parte de trás, não há forma de seguir os carros de perto. Não há muito que possamos fazer”, declarou.
O piloto lamentou sobretudo a perda de uma oportunidade num fim de semana em que o carro parecia mais competitivo: “Acho que perdemos uma grande oportunidade, por isso a frustração está para lá do imaginável, mas esta é a história do ano.”
A Honda confirmou posteriormente que substituirá componentes da unidade motriz de Alonso, uma intervenção que implicará uma penalização.













Acho que o Alonso tem no contrato “nunca, jamais, usar a frase “gipitu engine”, caso contrário já a teria gritado bem alto 🙂
Quando se é um piloto deste nível, e encontrar tanto erro técnico só pode ser desesperante. Penso que nem Newey nem a Honda vão dar a volta a isto para o ano
A Honda só vai melhorar quando o Alonso sair, está a vingar-se das palavras dele, nos tempos da McLaren. 😀😀 Ou então, é ele que atrai o azar.
Falando a sério, concordo consigo.