Toda a gente sabe que a Fórmula 1 há muitos vai a locais fantásticos competir, mas nem todos os circuitos produzem boas corridas. Historicamente, há traçados de que se espera pouco, e ‘devolvem’ geralmente boas corridas e há outros que parecem fantásticos, mas com os Fórmula 1 atuais resultam em corridas demasiado pobres. É o caso de Paul Ricard, que mesmo com todas as suas alternativas de traçado, é preciso de fazer um grande esforço para nos lembrarmos de uma corrida boa na pista do sul de França.
Por isso, o circuito de Paul Ricard foi agora submetido a um extenso programa de repavimentação e ‘rearranjo’, que se espera venha a ajudar a melhorar as corridas do Grande Prémio de França de Fórmula 1.
As mudanças abrangem cerca de 70% dos 5.8 quilómetros de comprimento da pista, e todas as suas 15 curvas, exceto a de alta velocidade à direita (curva 10). O Studio Dromo, uma empresa de desenvolvimento especializada em pistas, que utiliza o mais avançado know-how em desporto automóvel e regulamentos oficiais da FIA, FIK e FIM para adequar as pistas ao espetáculo pretendido, tratou das recentes renovações da pista em Zandvoort e Silverstone, foi agora recrutado para em Paul Ricard planear e supervisionar as mudanças.
Logicamente que não há milagres, mas sim ajustes dentro dos limites que têm. Basicamente estão a reprogramar curvas, de modo a potenciar as manobras de ultrapassagem. Dois exemplos: a mudança na curva 5, uma direita lenta a partir da qual os pilotos aceleram para uma das zonas de melhor oportunidade de ultrapassagem no circuito. A curva tem agora mais uma crista no meio que representa mais um desafio para os pilotos, pois situa-se exatamente na trajetória. A curva sete, que leva os pilotos à reta Mistral, tem agora uma transição mais progressiva na curva, permitindo que se chegue mais depressa à curva oito, o que potencia as ultrapassagens.
Em termos globais, os pilotos de F1 vão achar a pista bem mais fluída.










