Com Lewis Hamilton seguro na Mercedes até ao final de 2018 e Sebastian Vettel firme na Ferrari até ao final do próximo ano, os dois lugares restantes nas equipas mais competitivas da Fórmula 1 atual estão na mira de vários pilotos. Tanto Nico Rosberg como Kimi Raikkonen chegam ao termo dos seus contratos este ano e já foram avisados publicamente, por Toto Wolff e Sérgio Marchionne, respetivamente, que terão de mostrar serviço rapidamente se quiserem ver os seus acordos renovados.
Wolff avisou mesmo Rosberg que, “só a partir do verão é que vamos começar a pensar em contratos”, dando a entender que o alemão terá de dar muito mais luta a Hamilton do que aconteceu no ano passado para ter a possibilidade de se manter na Mercedes. Por outro lado o austríaco também já fez saber que, “se a gestão dos pilotos se complicar ainda mais vamos considerar seriamente alterar a nossa dupla de pilotos, pois a equipa está em primeiro lugar”, no que foi considerado mais um aviso a Rosberg do que a Hamilton. Por um lado a Mercedes necessita que o alemão seja capaz de bater o tricampeão do Mundo de forma mais regular do que aconteceu no ano passado; por outro quer evitar a todo o custo incidentes entre os dois e recriminações públicas. Sendo certo que foi Hamilton quem contribuiu mais para degradar o ambiente interno no final da temporada de 2016, digerindo mal as três derrotas consecutivas, é impensável que a Mercedes opte por rescindir contrato com o inglês para manter Rosberg, dado o melhor andamento do Campeão do Mundo.
Na Ferrari a situação é mais simples, pois ninguém quer que Raikkonen roube pontos a Vettel, claramente o primeiro piloto da Scuderia, não por contrato mas por mérito próprio. O que os italianos esperam de Raikkonen é que seja um apoio bem mais eficaz ao alemão do que no ano passado e ajude a Scuderia na luta pelo título de construtores, um titulo a que os transalpinos dão imenso valor. Para isso necessitam que Raikkonen seja presença constante nos pódios e se mostre capaz de bater os Mercedes quando Vettel fraquejar ou tiver problemas. Em suma, que mostre a eficácia que teve no Bahrein, no inicio do ano passado, mas raras vezes repetiu até ao final da temporada.
Luis Vasconcelos












