O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) determinou, por acórdão proferido, que o Campeão Nacional de Ralis de 2025 é o piloto português Armindo Araújo e não o espanhol Dani Sordo. Esta decisão surge após a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) ter atribuído o título de campeão nacional a um piloto espanhol.
A FPAK fundamentou a sua decisão na jurisprudência do próprio TAD de 2024, apesar de não ter havido qualquer alteração no plano legislativo ou regulamentar.
Inconformado com a situação, Armindo Araújo, representado pelos seus advogados Nuno Cerejeira Namora e Duarte Menezes, recorreu ao TAD. O Tribunal decidiu agora que a norma em questão não contraria nem a Constituição nem o Direito Europeu. Além disso, o TAD fez um reparo inicial, sublinhando que a FPAK não detinha competência para desaplicar unilateralmente regras que considerasse inconstitucionais. Com efeito, a anterior decisão do TAD abordava apenas um caso concreto, sendo a competência para declarar uma norma inconstitucional com força obrigatória geral da exclusiva alçada do Tribunal Constitucional.
Armindo Araújo expressou a sua “extrema satisfação por ter conseguido repor a essência do título de campeão nacional, para a qual sempre lutei. A vitória não é minha, mas de todos os desportistas portugueses que competem em modalidades individuais e querem ver a situação esclarecida. Para mim sempre foi inconcebível que um estrangeiro, sem qualquer ligação emocional ao nosso país, pudesse receber o título de campeão nacional. Foi feita justiça.”
O piloto de Santo Tirso clarificou ainda a sua posição em relação aos pilotos estrangeiros: “São bem-vindos a competir no nosso campeonato, aumentam a competitividade e fazem-nos crescer. Mas há uma diferença entre vencer e ser campeão nacional – esse título representa o nosso País”, concluiu.
Enquanto aguarda a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) sobre o título de 2024, também atribuído a outro estrangeiro, Armindo Araújo vê agora o número de títulos de Campeão Nacional de Ralis ascender a oito, somando o de 2025 aos de 2003, 2004, 2005, 2006, 2018, 2020 e 2022.
Diferente de 2024
Recorde-se que em 2024, o Tribunal Constitucional confirmou a atribuição do título de campeão nacional de ralis de 2024 a Kris Meeke, depois da rejeição do recurso apresentado pelo Ministério Público, que pretendia anular a deliberação anterior do Tribunal Arbitral do Desporto favorável a Meeke e à Sports & You / Team Hyundai Portugal.
Kris Meeke venceu desportivamente o Campeonato de Portugal de Ralis 2024. No entanto, a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) não lhe atribuiu o título, devido ao piloto ter nacionalidade britânica.
A regra em vigor no Regime Jurídico das Federações Desportivas estipula que apenas cidadãos portugueses podem ser campeões em modalidades individuais. E a FPAK cumpriu a lei a que está e continua obrigada.
Só que em 2025, com Dani Sordo, a FPAK fez jurisprudência da decisão de 2024, mas não alterou os regulamentos, nem podia, porque não pode alterar o que está escrito na Lei de Bases.
Agora, volta todo o percurso anterior. O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) desta vez atribui o título a um português, quando em 2024 tinha-o atribuído a Kris Meeke.
Portanto, agora vai tudo voltar a percorrer os mesmos caminhos de 2024 (já resolvido em 2025). Ainda recentemente, na TV vimos um quenianos vencer os campeonatos nacionais de atletismo, foi declarado vencedor e a faixa de Campeão a um português.
Portanto, o melhor mesmo é voltar a esperar pelo desfecho, porque pode haver, provavelmente, recuros até ao Tribunal Constitucional, tal como sucedeu em 2024.












Obviamente que quando se ler um palmarés é isto que lá constará. Mas desportivamente e para muitos adeptos, onde me incluo, não tem valor nenhum.Claro que é mais um título como outros ganhos sem concorrência à altura. Não tem culpa disso, mas na minha opinião prestou um pessimo serviço ao desporto automóvel, pois agora sabemos que pilotos estrangeiros não virão correr em Portugal. Sabemos agora que tal como aconteceu ao longo da carreira ter sempre disponível o melhor material, afinal foi inferior a outros. Espero que não venha a considerar o Ruben como estrangeiro. Mas compreende.se, O palmarés não se… Ler mais »
E já agora um reparo recorrente. Mais um caso, um de muitos, a demonstrar que a FPAK infelizmente não passa de uma banda. Que seguramente estará a ter um bom proveito.
O Armindo foi o Campeão NACIONAL então… mas quem ganhou o campeonato foi o Sordo.
Se os estrangeiros virão agora correr a Portugal, dependerá dos objectivos de marketing… penso eu!
Os estrangeiros seguramente não são baratos. Devem ganhar o mesmo que o Armindo. Não acredito que uma marca esteja disposta a pagar bem a um piloto e depois não possa eventualmente ter o título. Será por isso que se foram embora? Que eu tenha reparado não havia notícia de que o Armindo tenha reclamado novamente. Mas obviamente as marcas sabiam. Mas estas coisas só acontecem porque a FPAK, e mais uma vez demonstra além de uma elevada incompetência porque devia ter evitado que o mesmo problema se repetisse, mas definitivamente deve ser muito bom estar na FPAK, assim como no… Ler mais »
Bem mais um titulo, que se pode dizer…comprado, já que na “estrada” foi o que se sabe, enfim depois das polemicas com as gasolinas e é isto, não me parece que seja desta forma que se atraem patrocinadores e por consequência pilotos.
Mas entendo quanto menos concorrência mais fácil são os resultados.
Realmente os outros é que são mesmo bons, pois o AA foi só o melhor dos Portugueses. E depois queixamo-nos que não há ninguém que aposte nos Jovens Nacionais, porque o Armindo foi uma sanguessuga, que cortou as pernas a uma juventude que não teve hipótese nenhuma. Mas agora que Marcas começam a apostar na Juventude Portuguesa, o campeonato já é fraco. Não são capazes de ver a diferença entre um Piloto profissional que senta o rabinho quase todos os dias na baquet, e os Portugueses que fazem pouco mais que meia dúzia de provas durante o Ano. Somos mesmo… Ler mais »
O CPR não é fraco, e isso tem-se visto. Mas podia ser melhor e ter outra visibilidade. E pilotos profissionias são muitos. Muito mais do que se pensa. Os pilotos estrangeiros que cá participaram são profissionais, mas isso advém da sua qualidade. Não de se sentarem todos os dias na baquet. Isso não existe. Só se for no simulador.
Mas deixe que lhe diga uma coisa: Uma grande parte dos pilotos, de todas as categorias de provas, ganha muito dinheiro com as corridas, mesmo que profissionalmente estejam coletados como outra coisa.
Uma novela infeliz, só possível por incompetência das entidades que gerem este nosso desporto favorito. Essa é a primeira conclusão. É que se à primeira vez podiam ter sido surpreendidos (embora difícil de aceitar, por parte de quem é também responsável pela clareza e adequação dos regulamentos, mas dê-se essa borla), não fazer nada para evitar uma repetição da situação, é inadmissível. A segunda conclusão, é que há quem se satisfaça com títulos na secretaria. Gosto do Araujo, mas esteve mal aqui, na minha modesta opinião. Para mim, quer o Meeke quer o Sordo, ganharam o campeonato, logo são e… Ler mais »