GP Miami F1, George Russell: “A F1 e a FIA não são idiotas, eles sabem o que fazem”

Por a 1 Maio 2026 16:05

George Russell voltou a posicionar-se como um dos principais defensores do regulamento de 2026 da Fórmula 1, apelando à prudência quanto a um eventual regresso às unidades de potência V8 ou V10, e elogiando as alterações introduzidas para o Grande Prémio de Miami.

Russell recorreu ao historial das eras V8 e V10 para fundamentar a sua posição, recordando que, apesar de serem considerados os carros mais espetaculares da história da F1, as corridas do início dos anos 2000 eram marcadas pela quase total ausência de ultrapassagens. O piloto admite que os carros dessa época eram mais emocionantes de conduzir, mas sublinha que o espetáculo em pista era significativamente inferior ao atual, com muito menos adeptos a seguir a modalidade.

Russell considerou que as modificações introduzidas para o GP de Miami responderam diretamente às principais queixas dos pilotos. O britânico destacou três melhorias concretas: a redução da gestão de energia nas voltas de qualificação, a supressão das perdas de velocidade no final das retas em qualificação, e a redução das diferenças de velocidade de aproximação nas ultrapassagens. Russell rejeitou ainda de forma veemente a proposta que circulou de limitar a potência do motor a 200 kW, considerando-a equivalente a disputar uma corrida de Fórmula 2.

George Russell falou sobre um possível regresso aos V8/V10 e do peso dos carros:

“Obviamente há muito a dizer sobre um regresso aos V8; acho que seria bastante fixe, com os combustíveis sustentáveis, esse tema é fantástico e acho que seria ótimo para a Fórmula 1, carros mais leves. Creio que precisamos de encontrar formas de reduzir ainda mais o peso dos carros, porque isso teve um impacto positivo em termos de corrida, poder lutar de perto uns com os outros e ainda assim manter de certa forma a possibilidade de ter essas ultrapassagens. Porque se olharmos para os dias de glória da Fórmula 1 há 20 anos, onde toda a gente diz que eram os melhores carros de sempre, e concordo que provavelmente eram os carros mais fixes que alguma vez vimos. No início dos anos 2000 não havia ultrapassagens de todo. Por isso, é algo que precisamos de ter em mente e pensar para a próxima era.”

George Russell apontou ainda os interesses dos pilotos vs. o espetáculo:

“Obviamente somos nós que temos de conduzir a coisa, mas, ao mesmo tempo, somos bastante egoístas enquanto pilotos e o que pode ser o melhor e mais fixe e mais rápido, pode não ser o mais emocionante do ponto de vista desportivo. Como disse, se pegarmos na era dos V10 do início dos anos 2000, isso é provavelmente uma base ótima do que um piloto quer de um carro de corrida, mas as corridas eram aborrecidas e não havia ultrapassagens e não havia tantos adeptos a seguir o desporto. E a verdade é que a F1 e a FIA não são idiotas, eles sabem o que fazem, e os adeptos estão a adorar as corridas neste momento. Certo ou errado, as corridas têm sido emocionantes, por isso acho que devemos estar envolvidos, devemos ajudar a moldar isso, mas acho que houve muitas lições aprendidas e o próximo conjunto de regulamentos vai ser realmente incrível.”

George Russell concluiu referindo as alterações específicas de Miami:

“Acho que a maior preocupação era levantar o pé numa volta de qualificação e isso acabou. Perder velocidade significativa no final da reta numa volta de qualificação, isso acabou. Reduzir a velocidade de aproximação nas ultrapassagens, isso acabou. Havia sugestões de ter 200 kW do motor; se é isso que as pessoas querem, também podemos ir correr na Fórmula 2. Por isso, com o que dissemos e o que queríamos, a FIA conseguiu resolver as queixas que tínhamos. Agora, claro que haverá sempre pessoas que não estão satisfeitas, especialmente as que estão mais atrás na grelha, mas dissemos-lhes o que não gostávamos, eles foram e mudaram o regulamento e conseguiram o que pedimos.”

Foto: Mercedes

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