O recém-anunciado Grande Prémio de Madrid, que irá ver a luz do dia em 2026, com um contrato de longa duração com a F1, até 2035, está a ser alvo de ceticismo por parte de várias personalidades. Não se pode dizer que o evento esteja a provocar uma onda positiva de expetativa
O economista espanhol Santiago Nino Becerra lha com desconfiança para o potencial sucesso do evento e questiona as projeções económicas otimistas de um evento que deverá pagar uma taxa anual de cerca de 60 milhões de euros à Fórmula 1, mais do dobro da taxa de Barcelona. Salienta uma disparidade significativa entre o impacto financeiro comprovado de 250 milhões de euros de Barcelona e os 450 milhões de euros previstos para Madrid, sublinhando a necessidade de clarificar esta diferença substancial.
As dúvidas do economista lançam uma sombra sobre os planos de Madrid para o Grande Prémio, sugerindo a possibilidade de fracasso ou de um destino semelhante ao de uma tentativa anterior em Valência.
As preocupações de Becerra alinham-se com as críticas do ex-piloto David Coulthard, que desdenhou das alegações de sustentabilidade do evento:
“A minha conclusão foi que 90% dos adeptos podem ir para lá de transportes públicos”, disse ao Total-Motorsport.com. “É tudo muito bonito para os políticos e para os verdes, mas não creio que seja a primeira coisa em que os adeptos das corridas pensam quando vão a um grande prémio. Tive de me rir quando vi essa ser uma das justificações para a candidatura de Madrid.”
O piloto espanhol Dani Juncadella, que expressou insatisfação com o traçado da pista colocada num simulador: “Não vou dizer o que penso sobre o circuito, senão vão-me levar para a prisão”, brincou.
Não será um processo fácil o nascimento deste GP de Madrid.













