Lewis Hamilton voltou a ser feliz. As lágrimas, a voz embargada, a emoção do festejo mostram bem que, apesar dos 39 anos e de não ter nada a prova a ninguém, mantém a sede de vitórias intacta e a vontade de provar ao mundo e a si próprio que o seu lugar é no topo.
Uma longa espera
Não têm sido anos fáceis para um piloto que se habituou a estar na luta pelos primeiros lugares e a vencer, pelo menos, uma prova por ano. A casa que lhe abriu as portas para o heptacampeonato foi também a mesma equipa que o afastou dos pódios. As más escolhas da Mercedes nos últimos anos e alguma instabilidade fizeram da equipa que foi imbatível durante oito épocas, uma estrutura perdida e à procura do caminho dos triunfos. Essa procura demorou tempo, tanto que Hamilton optou por se mudar para Maranello no final da época. Essa procura parece ter chegado ao fim. Uma história de tanto sucesso merecia um final feliz. E se o final feliz for o GP da Grã-Bretanha, todos podem sorrir.
Hamilton como nos velhos tempos
Uma corrida em que a Mercedes conseguiu vencer por mérito, com boas decisões, especialmente de Lewis Hamilton, que mais uma vez mostrou porque é um dos melhores de sempre. Excelente gestão dos pneus, dos tempos de trocas de slicks para intermédios e outra vez para slicks, o ritmo certo para se manter sempre na discussão e um triunfo em casa, perante o seu público, em condições difíceis, batendo mais um recorde (9 triunfos no GP britânico). A sua 104ª vitória, a juntar a 104 poles. Um triunfo merecido, que mostra todas as qualidades de Hamilton, numa época em que tem sido quase figura secundária, face a George Russell, que assumiu o protagonismo. Hamilton ainda tem todas as suas qualidades intactas e em Silverstone, provou isso, mais uma vez. A Ferrari gostou do que viu. Já Hamilton não terá gostado nada do que viu da Ferrari.











