Sergio Pérez atravessa talvez a pior fase da sua carreira, quer pelas prestações, quer pela irregularidade que já dura há largos meses. A Red Bull tem feito tudo para motivar o mexicano, mas a falta de pontos, especialmente nas últimas seis corridas, começa a tornar-se deveras preocupante.
A Red Bull lidera o campeonato de construtores com 373 pontos, contra 302 da Ferrari e 295 da McLaren. Para já, a falta de pontos de Pérez não influencia as contas do campeonato, mas a manter-se esta tendência, não demorará muito tempo até que a Red Bull fique pressionada. É por isso que Horner admitiu que esta situação era insustentável:
“É claro que é frustrante quando os dois carros não têm um desempenho semelhante”, comentou Horner após a corrida. “Foi frustrante perder o Checo na Q1. Ele falhou [o primeiro treino] devido à condução de Isack Hadjar. Provavelmente deveria estar entre os seis primeiros e depois perder o carro na Q1 foi muito frustrante. Este fim de semana nada lhe correu bem. Fizemos uma aposta na corrida. Ele começou com o pneu duro, estava a fazer um bom progresso no início da corrida. A chuva começou a chegar, ele estava em P15 ou 16 na altura. Nessa altura, é preciso lançar os dados, como aconteceu com o Leclerc. Passámos para os intermédios. Se a chuva tivesse aumentado, ele teria sido um herói. Não foi o caso, por isso tivemos uma paragem extra e a perda de tempo. É óbvio que há muito para analisar no fim de semana. Ele sabe que é insustentável não estar a marcar pontos. Temos de marcar pontos e ele sabe disso. Ele conhece o seu papel e o seu objetivo e, por isso, ninguém está mais ansioso do que o Checo para regressar.”









