Dan Ticktum colocou em causa a direção futura da Fórmula 1 perante a crescente eletrificação dos regulamentos técnicos, defendendo uma identidade mais clara e distinta da Fórmula E.
O piloto, atualmente na Fórmula E, considera que a F1 poderá estar a afastar-se do que tradicionalmente atrai os adeptos. A nova geração de monolugares passará a ter uma repartição de potência de 50/50 entre motor de combustão e energia elétrica, aumentando a necessidade de gestão energética ao longo de toda a sessão.
Para Ticktum, esta aproximação conceptual à Fórmula E — tema também levantado por Max Verstappen — poderá deixar a categoria numa posição intermédia que não satisfaz plenamente nenhum público. O britânico entende que o crescimento do campeonato elétrico deveria permitir à F1 seguir caminho oposto, apostando mais na emoção mecânica e na experiência sensorial.
O piloto defende mesmo um eventual regresso a motores mais simples e sonoros, como V8 alimentados por combustíveis sustentáveis, reduzindo o peso dos carros e privilegiando o espetáculo em pista.
“Se for brutalmente honesto, acho que a F1 devia ser um desporto. O que é que as pessoas querem ver? Querem um grande V12 a rugir e carros difíceis de conduzir”, afirmou Dan Ticktum, citado pela Motorsport Week. “Quando se fica neste meio-termo, não se agrada realmente a ninguém. Com o crescimento da Fórmula E, gostava de ver a F1 ir na direcção oposta, mais focada no prazer, nos motores e no combustível”.
“Ninguém gosta do som de um quatro cilindros 1.6 ou de um V6, e depois ainda há a parte elétrica que acrescenta peso. Retirem isso — até um V8 com combustíveis sustentáveis deixaria o carro 200 quilos mais leve e tornaria o desporto muito melhor”, concluiu Dan Ticktum à Motorsport Week.











