Se George Russell terminou no quarto lugar no GP de Emilia Romagna, Lewis Hamilton passou grande parte da corrida atrás de Pierre Gasly e foi apenas o 13º classificado.
Os dois desempenhos tão díspares devem-se principalmente, segundo a Mercedes, a Hamilton ter sido apanhado naquilo que é designado por “comboio de DRS”, ou seja uma série de carros com diferenças curtas e que permitem a todos a ativação do DRS, tornando difícil as ultrapassagens.
“É o mesmo problema que tivemos na corrida de Sprint, quando se está num ‘comboio DRS’”, disse Andrew Shovlin, engenheiro da Mercedes. “Agora, o efeito combinado do DRS em Imola mais o cone de aspiração dá-lhe cerca de meio segundo de vantagem para o carro que está a perseguir. A questão é que, se esse carro está a seguir outro carro, e tem DRS, quase toda essa vantagem é eliminada, e essa era principalmente a questão que Lewis tinha; que, por Gasly ter DRS, estavam quase num perfil de velocidade idêntico na reta. Lewis não foi realmente capaz de ficar ao lado, e foi por isso que ele passou toda a corrida frustrantemente preso nessa posição”.
Para além do “comboio de DRS”, os dois Mercedes W13 sentiram dificuldades com a baixa temperatura da pista e não conseguiram colocar os pneus numa janela de temperatura correta, perdendo bastante desempenho em qualificação. “É justo dizer que nos debatemos com o aquecimento dos pneus” explicou Shovlin.”Foi a pista mais fria em que estivemos, a primeira vez que estivemos a correr em condições de chuva na corrida, e isso custou-nos certamente na qualificação, levando a que começássemos a sprint em posições bastante dececionantes. No domingo, a situação não foi tão má. Agora, quer isso seja uma função de ser uma volta de formação e não uma volta de saída, os pilotos também trabalharam arduamente na temperatura que conseguiam atingir nos pneus durante essa volta de formação. Eles sabiam que isso ia ser um desafio”, concluiu o engenheiro.











