Charles Leclerc (Ferrari F1-75) conquistou a vitória no GP do Bahrein, a prova inaugural da época de Fórmula 1. Carlos Sainz (Ferrari F1-75) subiu ao pódio na segunda posição, dando à Ferrari a sua 85ª na competição de monolugares. Lewis Hamilton (Mercedes F1 W13/Mercedes) sobiu ao pódio, depois do abandono dos dois monolugares da Red Bull nas voltas finais da corrida.
Após as luzes dos semáforos se apagarem Charles Leclerc e Max Verstappen (Red Bull RB18) largaram bem, mas o piloto da Ferrari colocou-se na frente do neerlandês e tapou a trajetória para as primeiras curvas. Lewis Hamilton conseguiu ganhar a posição nos primeiros metros a Sergio Perez (Red Bull RB18) e subiu ao quarto posto.
Valtteri Bottas (Alfa Romeo C42/Ferrari) teve uma má partida, perdendo várias posições ainda nos primeiros metros da corrida inaugural da Fórmula 1. Os dois McLaren também perderam posições e ainda nas primeiras voltas eram dos últimos carros, com Lando Norris (McLaren MCL36/Mercedes) na frente de Daniel Ricciardo (McLaren MCL36/Mercedes), mas eram os únicos pilotos com carros montados com pneus médios.
Esteban Ocon (Alpine A522/Renault) tocou no Haas de Mick Schumacher (Haas VF-22/Ferrari), que rodou em 360º, e foi penalizado com cinco segundos. Kevin Magnussen (Haas VF-22/Ferrari), que surgiu nas primeiras posições a lutar com Hamilton e Perez nas voltas iniciais, falhou a travagem para a curva 1 e baixou para o sétimo lugar.
À passagem pela volta 10, Hamilton perdeu o quarto posto para Perez, depois de ter estado muito perto da traseira de Carlos Sainz durante algumas voltas. Guanyu Zhou (Alfa Romeo C42/Ferrari) esteve numa fase inicial de recuperação, juntando-se ao seu companheiro de equipa, em posições perto do top 10.
Hamilton foi o primeiro a parar, na volta 12, trocando os pneus macios pelos duros, tendo problemas de aderência nas primeiras curvas.
Na frente Leclerc mantinha a liderança com uma boa vantagem quando Verstappen parou para trocar os pneus macios por um novo conjunto do mesmo composto, assim como o Sainz. Na volta seguinte, Leclerc também parou e trocou pelo mesmo composto, mas um conjunto usado, saindo pouco à frente de Verstappen. O campeão do mundo em 2021 pressionou o monegasco e após estabelecer a volta mais rápida, Verstappen ultrapassou o adversário na curva 1, com resposta de Leclerc na curva 4 e recuperando a liderança. Os dois esgrimiram argumentos na volta seguinte na mesma zona da pista, provando que com estes carros permitem lutas mais próximas. A luta entre os dois pilotos acalmou, depois de Verstappen ter bloqueado a travagem na curva 1. Leclerc voltou a ganhar alguma vantagem.
Os dois pilotos da McLaren não conseguiam sair das posições do fundo. À volta 20, Ricciardo, mesmo trocando os pneus médios por macios, ocupava o último lugar do pelotão e Norris, que ainda não tinha parado nesta fase da corrida, tinha sido ultrapassado por Zhou, Schumacher e Alexander Albon (Williams FW44/Mercedes) em poucas voltas.
Na volta 27, Fernando Alonso (Alpine A522/Renault) parou pela segunda vez, com Alpine a montar pneus duros no monolugar. Na volta seguinte parou Hamilton, trocando os pneus duros por médios.
A Red Bull tinha montado pneus médios no monolugar de Sergio Perez, que provaram ser pneus rápidos. A Ferrari avisou Leclerc e antes que o monegasco parasse, Verstappen trocou os pneus macios por médios, numa tentativa de undercut. A equipa italiana chamou Leclerc e voltou a sair na frente do neerlandês.
Depois das volta 30, Sergio Perez estava mais rápido que Carlos Sainz, podendo levar a luta pelo último lugar do pódio para as últimas voltas da corrida inaugural. Também os dois Alpine seguiam juntos, passando Ocon por Alonso para ocupar o nono posto. O espanhol perdeu novamente a posição, depois de Yuki Tsunoda (AlphaTauri AT03/Red Bull) entrar no top 10 e deixar Alonso fora dos pontos.
Na entrada das últimas 17 voltas, Lando Norris era o único piloto a não ter parado pela segunda vez, ocupando o 15º posto com pneus duros, ainda assim à frente de Lance Stroll (Aston Martin AMR22/Mercedes), Alexander Albon, Daniel Ricciardo, Nicholas Latifi (Williams FW44/Mercedes) e Nico Hulkenberg (Aston Martin AMR22/Mercedes). Quando o jovem britânico finalmente parou, o pitstop demorou mais de 5 segundos, passando a ocupar o último posto com pneus macios.
Na volta 44 Verstappen voltou a entrar no pitlane para trocar os pneus médios por um conjunto usado de macios. Perez imitou o companheiro de equipa na volta seguinte.
Na volta 46, Pierre Gasly (AlphaTauri AT03/Red Bull) teve de parar com um princípio de incêndio no AlphaTauri AT03, situação que obrigou à entrada do Safety Car. Nesta fase da corrida, o engenheiro de Max Verstappen estava em comunicação com o piloto questionando-o sobre um problema de direção. A equipa decidiu manter o piloto em pista, não acreditando que fosse um problema de fiabilidade que pudesse colocar em causa a continuação do neerlandês em prova.
O Safety Car voltou ao pitlane no final da volta 50 e Lecler defendeu-se bem, forçando Verstappen a ser pressionado pelo seu companheiro de equipa, Carlos Sainz. Ainda nessa volta, Mick Schumacher perdeu duas posições, para Fernando Alonso e Zhou, baixando para 13º com os pneus macios bastante usados.
Nas voltas finais, Max Verstappen queixou-se de problemas de bateria à equipa, mas o seu engenheiro explicou que não eram problemas com a bateria e que teriam de retirar de corrida o carro. Final ingrato, não só para o neerlandês, como para Sergio Perez que pressionado por Lewis Hamilton na última volta, sofreu uma falha crítica do motor e ficou parado no meio da pista.
Assim sendo, Leclerc ficava isolado na frente, Carlos Sainz herdava o segundo posto – para o 85º 1-2 da equipa italiana na Fórmula 1 – e Lewis Hamilton conseguiu subir ao pódio. George Russell terminou no quarto posto, Kevin Magnussen foi quinto, Valtteri Bottas sexto, seguido de Esteban Ocon e Yuki Tsunoda. Fernando Alonso conquistou o nono posto e Guanyu Zhou tornou-se o primeiro piloto chinês a pontuar na Fórmula 1, terminando no 10º posto.










