2022 é o ano que marca o início de uma nova era na Fórmula 1, depois de uma autêntica revolução do regulamento técnico que resultou em carros visualmente muito diferentes dos anteriores e que deverão permitir lutas mais próximas.
No entanto, as pequenas alterações regulamentares dos motores são extremamente importantes este ano. Red Bull (Honda), Renault, Mercedes e Ferrari tiveram a difícil tarefa de alterar fortemente as suas unidades motrizes, que serão distribuídas pelas 10 equipas da grelha, para usar um combustível diferente e tentar manter a mesma potência dos anos anteriores, com a pressão extra do seu “congelamento” até ao final da época de 2025, numa tentativa de manter os custos da competição controlados.
No fundo, se em 2022 uma equipa não estiver completamente satisfeita com o design do carro, pode trabalhar em atualizações ou até, dentro do limite orçamental definido pela FIA e Fórmula 1, dar por perdida a época e trabalhar num novo design para a época seguinte. Com as unidades motrizes isso não vai acontecer, será mais ou menos como diz o ditado, “o que nasce torto tarde ou nunca se endireita”. Pelo menos até 2025.
Obviamente, existem algumas exceções. O período de homologação da maioria dos componentes da unidade motriz já passou (no dia 1 de março), mas o MGU-K (unidade de energia cinética), o armazenamento de energia e controlo eletrónico são homologados até 1 de setembro.
Os fornecedores de motores podem ainda pedir à FIA para fazerem pequenas alterações depois de homologadas as unidades, mas apenas por motivos de segurança, de custos ou fiabilidade, com a obrigatoriedade de informar todos os outros fornecedores sobre o motivo.
Como afirmou Hywel Thomas, Diretor Executivo da Mercedes AMG High Performance Powertrains (HPP), as alterações nas unidades motrizes para 2022 foram as maiores e mais importantes desde a introdução do V6 turbo híbrido em 2014. Como demos conta anteriormente, a maior dúvida para já, parece ser o motor da Renault, que apenas fornece a sua equipa Alpine e que foi a unidade motriz que menos “rodou” em Barcelona.
Será muito importante o próximo teste no Bahrein, por várias razões, mas também para tentarmos perceber se existe de facto alguma questão significativa em termos de unidades motrizes.











