Os novos carros de 2022 têm o peso mínimo de 795 kg, são mais 105 kg que em 2014, no início da era híbrida, e 43 kg de diferença entre os carros do ano passado e os da nova geração.
O peso, como disse Robert Kubica ao Auto Motor und Sport, “faz diferença, por exemplo, quando o carro perde aderência. Como é difícil forçar o carro de volta à trajetória. Se observarmos os vídeos do passado, vemos que os carros reagem muito mais rapidamente e diretamente aos movimentos do volante. Antigamente era mais fácil manter o carro sob controlo”.
O limite mínimo deveria ser fixado nos 790kg, no entanto, as equipas levantaram algumas questões ao Technical Advisory Group da FIA sobre o possível aumento deste, já que temeram que para chegar aos 790 kg, teriam que utilizar materiais mais leves e mais caros.
“Ultimamente, o maior ponto de discussão, onde todas as equipas têm uma opinião clara, é o peso mínimo”, disse Jan Monchaux, diretor técnico da Alfa Romeo ainda no ano passado. “Pensamos que mais um par de quilos certamente ajudaria, mas também ajudaria a poupar nos custos. Uma coisa é atingir um objetivo, mas a dada altura torna-se muito, muito caro”.
O peso dos monolugares de Fórmula 1 foi subindo de forma gradual, é certo, mas não retira o facto de chegar quase aos 800kg no ano de uma autêntica revolução técnica.
O limite mínimo dos carros de F1, desde o início da era turbo-híbrida, em 2014:
| Ano | Limite mínimo |
| 2014 | 690 kg |
| 2015-2016 | 702 kg |
| 2017 | 728 kg |
| 2018 | 734 kg |
| 2019 | 743 kg |
| 2020 | 746 kg |
| 2021 | 752 kg |
| 2022 | 795 kg |










