Esapekka Lappi sentiu grandes dificuldades no Rali do Chile e, apesar de ter terminando em sexto lugar, ficou a mais de 5 minutos do vencedor, Oliver Solberg. Lappi considera que a Hyundai deveria ter escolhido Hayden Paddon para a prova, em vez de lhe atribuir o terceiro Hyundai i20 N Rally1.
Paddon pilotou o terceiro Hyundai no Rali do Paraguai, duas semanas antes da prova chilena, e impressionou ao terminar em segundo na estreia em terra com o i20 N Rally1 a pouco mais de 25 segundos do vencedor Sami Pajari. Contudo, as inscrições para o Rali do Chile tinham fechado antes da realização da ronda paraguaia, pelo que o resultado de Paddon só pôde ser considerado posteriormente. Ainda assim, Lappi entende que a Hyundai deveria ter mantido o neozelandês no carro para os dois eventos sul-americanos, aproveitando o ritmo e a experiência acumulada no Paraguai.
“Para este rali, sei que não foi a decisão certa colocar-me no carro, mas já tinha dito isto na Finlândia: deveriam levar o Hayden. Também porque ele já tinha o rali do Paraguai feito e isso teria sido mais natural. Mas tomaram uma decisão diferente.”
A Hyundai justificou a escolha de Lappi com a experiência anterior do finlandês no Chile: já tinha disputado a prova três vezes no Mundial, enquanto Paddon e Dani Sordo nunca tinham competido na ronda chilena. A equipa pretendia igualmente proporcionar-lhe uma conclusão mais adequada da ligação à Hyundai, depois do abandono precoce no Rali da Finlândia.
Lappi revelou que a principal motivação para aceitar o programa parcial da Hyundai em 2026 foi a oportunidade de competir no Rali da Finlândia. Ainda assim, não se arrepende da decisão.
“Pessoalmente, acho que foi a decisão certa. Desfrutei de muitos dias, digamos assim.”
A ligação de Lappi à Hyundai deverá terminar após uma temporada completa em 2023 e programas parciais em 2024 e 2026. A Hyundai ainda não confirmou o piloto para a derradeira ronda — cuja realização também não está fechada —, mas Lappi não deverá regressar ao terceiro carro. O finlandês recordou uma relação com momentos positivos e negativos.
“Foram muitos altos e baixos. Na primeira temporada completa, a parte intermédia foi bastante boa. Tivemos muitos pódios seguidos. Depois tivemos uma fase descendente, e regressar para vencer na Suécia foi, sem dúvida, o ponto alto.”
Sobre a presente temporada, Lappi reconheceu a descida de rendimento depois de bons momentos iniciais.
“Na Suécia estivemos bem, no Quénia foi uma boa estratégia, mas os últimos três eventos não foram tão bem-sucedidos. Ainda assim, os homens da equipa tentaram apoiar-me sempre, por isso tenho de lhes agradecer.”










