O chefe de equipa da Aston Martin, Mike Krack, diz que, neste momento, apenas um “pequeno grupo” de engenheiros ainda está a trabalhar no desenvolvimento do seu AMR22, uma vez que o foco da equipa está praticamente todo no carro de 2023.
A equipa de Silverstone tem tido um desempenho inferior às expectativas nesta época com novos regulamentos, que atiraram a equipa para o nono lugar na classificação de construtores, apenas superando a Williams.
E os resultados parecem não ser muito promissores na próxima metade da época, uma vez que os trabalhos e esforços da equipa já estão inseridos no desenvolvimento do carro do próximo ano.
“Embora tenhamos de continuar a melhorar o desempenho da AMR22 e ainda tenhamos um pequeno grupo de pessoas a trabalhar nele, já virámos as nossas atenções para o AMR23”, disse Krack, citado pelo The Race.
“O nosso foco tem estado no AMR23 há já algum tempo, porque o carro precisa de ter um bom desempenho desde o começo”.
“Uma nova temporada e um novo carro representam a maior oportunidade de avançar para a frente dos nossos rivais”.
De uma perspetiva puramente estatística, os resultados da Aston têm sido dececionantes nesta época.
No entanto, Krack diz que “há mais do que parece” quando se trata de avaliar o desempenho da equipa, insistindo que as atualizações feitas no AMR22 foram bem-sucedidas, embora “simplesmente não o suficiente” para a equipa subir na tabela.
Krack também falou do design da sua radical nova asa traseira que gerou controvérsia no último Grande Prémio da Hungria.
“Fomos erradamente acusados de copiar esta temporada, e a nova asa traseira que trouxemos para o Grande Prémio da Hungria sublinhou a nossa capacidade de inovar, apresentando ideias que os nossos rivais não têm”, esclareceu.
“Muita gente pensa que é fácil apenas desenhar uma nova asa, construí-la e colocá-la no carro. Mas se olharmos para a asa, ou para qualquer das melhorias que trazemos para o carro, a forma como são concebidas, otimizadas, e produzidas, é uma forma de arte”.
“Além disso, não se pode construir apenas uma, é preciso construir três ou quatro para ter o suficiente, tanto para os carros como sobresselentes”.
“Trouxemos um grande pacote de atualizações para o Grande Prémio de Espanha, novos flancos, fundo, cobertura do motor, modificações na suspensão dianteira, mas para entregar peças suficientes a tempo de ambos os carros poderem correr com as novas atualizações foi um esforço extraordinário de todos os membros da equipa”, defendeu Krack.











