F1: Sebastian Vettel revelou o conselho que deu a Lewis Hamilton

Por a 2 Janeiro 2026 10:05

Sebastian Vettel revelou o conselho que deu a Lewis Hamilton antes da sua mudança para a Ferrari em 2025. O alemão, que representou a Scuderia entre 2015 e 2020, considera que o domínio da língua e da cultura é um fator decisivo para tirar o máximo partido da experiência na equipa italiana.

O que é preciso para uma verdadeira integração numa nova equipa? Questões como a adaptabilidade, a felxibilidade surgem logo à mente, mas a Ferrari apresenta um contexto completamente diferente. Sediada em Maranello, Itália, a Scuderia é mais do que uma equipa de F1: é o símbolo vivo de um país, de uma cultura. Falar de Itália é também falar da Ferrari, que ostenta orgulhosamente a bandeira tricolor. E é essa cultura que, segundo Vettel, pode ser a chave de uma adaptação bem sucedida na Ferrari.

Vettel começou na F1 com uma equipa italiana, mas passou grande parte da sua carreira na Red Bull que, apesar de ser no papel uma equipa austríaca, é 100% uma estrutura britânica, sediada no Reino Unido e com metodologias e processos onde a cultura britânica reina. A mudança para a Ferrari e para um mundo mais latino revelou-se um desafio, mesmo que a linguagem de trabalho em Maranello seja o inglês.

Vettel recorda que a passagem de Hamilton por equipas britânicas e pelo ambiente anglófono da Mercedes torna ainda mais marcante a mudança para uma estrutura cujo “coração e cultura” são profundamente italianos. Na sua visão, falar apenas inglês permite “desenrascar‑se”, mas não garante que o piloto compreenda verdadeiramente as pessoas e a identidade da equipa, sobretudo os elementos que não dominam o inglês.​

O tetracampeão admite, em retrospetiva, que cometeu um erro ao não se dedicar mais ao italiano durante o seu tempo na Ferrari, apesar de ter tido aulas e de conseguir comunicar razoavelmente (algo que Hamilton ainda não demonstrou). Vettel acredita que deveria ter estudado mais e passado mais tempo em Itália para compreender melhor a cultura e o espírito da Scuderia, o que teria reforçado a ligação humana e o desempenho do projeto.

“Aprende a língua mesmo, mesmo bem!”

“Adaptei‑me e adorei” disse o alemão ao Podcast Beyond the Grid. “Adoro o humor britânico, adoro o povo britânico, adoro muitas coisas – as corridas, a abordagem. Mas, de certa forma, adaptei‑me. (…) Para o Lewis, a língua internacional é o inglês, ele esteve numa equipa britânica; cada equipa é muito diferente e ele esteve na Mercedes durante muito, muito tempo. E depois a mudança para a Ferrari, com certeza que é uma grande diferença, porque o coração e a cultura da equipa são italianos.”

“Penso que esse foi um erro crucial que cometi, olhando para trás. Aprendi italiano, tive aulas, e desenrascava‑me e percebia, mas não era perfeito. Devia mesmo ter estudado italiano mais a sério. Talvez também passar mais tempo em Itália para realmente entender melhor a cultura – porque a cultura são também as pessoas.”

“E disse ao Lewis antes de ele fazer a mudança: ‘O único conselho que te posso dar, o melhor conselho que te posso dar, é: aprende a língua. Aprende‑a mesmo, mesmo bem.’ A forma de aprender uma língua é expor‑te a ela, começar a falar com as pessoas, estar no país onde a língua é falada, expor‑te à cultura, e o resto depois encaixa. (…) Quando falas de afinação e de corrida, podes argumentar que é irrelevante – e é irrelevante –, mas para o quadro geral, para perceberes a cultura e o espírito, é extremamente importante”.

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Um comentário

  1. Canam

    2 Janeiro, 2026 at 16:16

    A menos que calhe à Ferrari um grande jackpot com os novos regulamentos tipo luva à medida,e o Leclerc adormeça, a carreira do inglês no que respeita a titulos e/ou vitórias parece acabada.

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