Valtteri Bottas, que costuma dar-se muito bem em Sochi, teve um domingo cinzento, tal como as nuvens que cobriam o circuito russo. E terão sido mesmo as nuvens a tramar o piloto finlandês.
No habitual briefing pós-corrida da Mercedes, Andrew Shovlin, diretor de engenharia da Mercedes, explicou que as temperaturas mais baixas terão tido um impacto severo na performance do #77:
“Com as temperaturas mais frias, os pneus dianteiros estavam a passar um mau bocado”, explicou Shovlin. “Estávamos a subvirar um pouco. Enquanto na sexta-feira, a traseira foi o eixo que mais sofreu, no domingo foi a frente que foi mais afetada. E quando não se consegue seguir naquelas últimas quatro curvas do traçado, então não se consegue chegar perto o suficiente para ultrapassar. Foi uma questão de equilíbrio do carro. Penso que as condições mais frias tornaram as coisas mais difíceis, em vez de mais fáceis”.
Outro dos fatores que prejudicou Bottas foi o facto de ter sido apanhado várias vezes em “comboios DRS”. Num comboio DRS não se consegue ultrapassar o carro da frente, pois esse também beneficia de DRS. Quando se chega a um ponto em que o carro da frente é bom nas retas e foge invariavelmente, os carros de trás têm DRS, mas nenhum consegue o diferencia de velocidade suficiente para conseguir a ultrapassagem. Ou seja, no caso de Bottas, apesar do bom ritmo, teve sempre dificuldade em ultrapassar, pois ou não estava perto o suficiente na reta da meta, ou quando estava, o carro à sua frente também tinha DRS.
O que Bottas não conseguiu fazer foi segurar Max Verstappen por mais tempo, atrapalhando a sua evolução. Questionado se poderia ter feito mais para travar Verstappen, Bottas respondeu: “Ele conseguiu fazer uma boa recuperação. Preciso de ver se podia ter feito mais, mas penso que ele passou por mim muito facilmente. Depois ultrapassou os carros à minha frente, e eu não tive qualquer hipótese”.









