Os responsáveis da Fórmula 1 reintroduziram a regra que dá um ponto ao piloto que obtiver a volta mais rápida da corrida, repetindo o que sucedeu nos primeiros 10 anos do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, entre 1950 e 1959, mas há quem julgue que isso poder levar a que alguns dos pilotos possam correr alguns riscos na fase final da corrida para ‘procurar’ esse ponto extra. É que no fim do ano são mais 21 pontos, correspondentes a outras tantas corridas que vão ser atribuídos, e isso pode fazer diferença para muita gente.
Até aqui, muitas vezes via-se pilotos a realizarem a volta mais rápida no final da corrida, quando a sua carga de combustível era mínima, por nada mais que o prestígio de o fazer, mas este ano há 21 boas razões para isso, pois os pontos contam tanto para o campeonato de pilotos como de construtores.
Há, no entanto, uma condição para ganhar o ponto. Apenas os pilotos classificados entre os 10 primeiros no final da corrida são elegíveis. Se um piloto conseguir a façanha e terminar em 11º ou mais para trás (ou não conseguir terminar), nenhum ponto será atribuído.
Este sistema dará uma dimensão extra à corrida, já que os pilotos que correm no top 10 primeiros terão algo mais por que lutar. Da mesma forma, os que estão fora dos 10 primeiros ainda têm um incentivo para obter a volta mais rápida, pois podem impedir que um rival a obtenha, mesmo que o ponto não seja seu no final.
Por exemplo, se Sebastian Vettel estiver a liderar a corrida e tiver a volta mais rápida com Lewis Hamilton fora do top 10, o piloto da Mercedes pode forçar o andamento para conseguir a volta mais rápida e assim evitar que seu rival consiga esse ponto.
O ano passado, Valtteri Bottas foi quem mais voltas rápidas fez ao longo do ano, sete: “Esta regra pode criar algumas diferenças nas corridas. Por exemplo, se alguém parar perto do final da corrida, e com isso tentar ir buscar esse ponto, ou se tiver uma grande vantagem na frente, pode ir às boxes meter pneus melhores e conseguir ainda a volta mais rápida”.
Efetivamente, há várias possibilidades, pois mesmo para o meio do pelotão, havendo margens grandes perto do fim da corrida, pode levar a que um piloto vá às boxes só para poder somar esse ponto extra. Kimi Raikkonen, piloto da Alfa Romeo, é o único a achar que “não vai fazer qualquer diferença”.










