F1: Os acidentes que registaram as maiores Forças G

Por a 2 Janeiro 2023 16:15

São um tema que não gostamos de falar, mas que faz parte do desporto motorizado. Qualquer piloto sabe que dificilmente irá passar por uma carreira sem ter um acidente, seja ele pequeno ou grande. É por isso que admiramos a coragem dos heróis do volante. Mas quais foram os acidentes mais graves da história da F1?

A segurança no desporto automóvel tem crescido de forma evidente e agora acidentes que poderiam ser fatais, tornam-se apenas em grandes sustos, cujas nódoas negras são a consequência mais negativa. Mas há acidentes que ficaram na história pelas forças que geraram e que foram registadas. Já se sabe que quanto maior for o número das forças G registadas, mais probabilidade existe do piloto sofrer consequências.

O acidente que registou as maiores Forças G foi o de Jules Bianchi (GP do Japão 2014), que acabou por se revelar fatal. O jovem piloto Francês perdeu o controlo do carro na encharcada pista de Suzuka, embatendo numa máquina que tentava retirar o carro de Adrian Sutil da escapatória. O resultado foi um impacto de 254 G. O acidente acabaria por ser fatal, motivando a implementação do Halo.

Mas outros acidentes provocaram picos de Forças G sem serem fatais, como o caso de Luciano Burti que registou 111G no GP de Spa 2001, quanto embateu contra as proteções da pista a 290 km/h. Um acidente potencialmente fatal, que retirou o piloto brasileiro da competição no resto do ano, a recuperar de uma concussão.

Ralf Schumacher também não ganhou para o susto no GP dos Estados Unidos de 2004, em que o colapso de um pneu resultou numa saída de pista e num embate onde se registaram 78G. Sofreu uma concussão e duas pequenas fraturas da coluna vertebral.

Um acidente visualmente mais aparatoso, mas que implicou menos forças G foi o de Robert Kubica no GP do Canada de 2007 em que os sensores registaram 75 G, com o piloto polaco a ficar afastado por apenas uma corrida.

Ainda menos forte, foi o acidente de Romain Grosjean, no GP de Abu Dhabi 2020 com 67G registados num embate que se tornou ainda mais grave com o incêndio que deflagrou segundos depois do choque com as barreiras de proteção.

Logo no ano seguinte tivemos mais um acidente que se destacou pelas forças envolvidas com a luta Max Verstappen vs Lewis Hamilton a atingir os píncaros no GP da Grã-Bretanha. Depois de um toque entre ambos, Verstappen saiu de pista e embateu nas proteções, registando-se 51G. 

Há acidentes que parecem ser mais aparatosos, mas que registam menos forças. Por exemplo, o de Fernando Alonso em Melbourne (2016) terá sido um dos mais aparatosos, mas registou “apenas” 46G, furto da dissipação de energia.

É por isso que a FIA se foca tanto na segurança e na forma como os carros se partem, de forma a dissipar a energia. Nos incidentes de Mick Schumacher deste ano vimos o eixo posterior soltar-se,a algo expectável, dadas as novas regras de construção de monolugares de F1, que são pensados para se “desfazerem” com mais facilidade. Quanto mais isso acontecer, menos energia o piloto sente no embate e mais hipóteses de sobrevivência tem. Tudo é pensado ao pormenor.

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1 comentários

  1. JoaoLima

    2 Janeiro, 2023 at 16:51

    Um que na altura falou-se que tinha tido um número anormal de Gs, não recordo quantos, foi o de David Purley em LEC, na pré qualificação da Grã-Bretanha 1977

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