Carlos Sainz está ainda em fase de adaptação à Williams, após a primeira metade da temporada de Fórmula 1. Encontra-se 33 pontos atrás do seu colega de equipa, Alex Albon, devido a erros estratégicos e problemas de fiabilidade no FW47. Apesar das dificuldades, mantém uma postura profissional — a mesma com que encerrou o seu percurso na Ferrari.
Em entrevista ao podcast High Performance, Sainz revelou ter passado pelos “piores momentos da sua vida” ao saber, a 1 de fevereiro de 2024, que seria substituído por Lewis Hamilton na Ferrari. Isso originou uma luta interna entre o seu “anjo” e “demónio”. Apesar das emoções, escolheu não prejudicar a equipa e continuar a dar o seu melhor até à última corrida, mantendo-se fiel aos seus princípios de profissionalismo.
Disse compreender como outros pilotos, com maior ego, poderiam reagir negativamente, mas decidiu ser “a boa pessoa” e não alguém que “incendiasse o lugar”.
Tal como fez na McLaren, onde saiu com a equipa no pódio de construtores, Sainz também deixou a Ferrari em alta. Juntamente com Charles Leclerc, levou a Scuderia ao segundo lugar do Mundial, apenas 14 pontos atrás da McLaren. Antes de se juntar à Williams, venceu os Grandes Prémios da Austrália e do México. É também por isso que Sainz é um dos melhores da atualidade. O espanhol, além de rápido, tem um nível de compromisso e profissionalismo ao nível dos melhores, sendo mesmo um dos mais fortes neste capítulo. Ajudou a catapultar a McLaren para o topo, criou um bom ambiente na Ferrari que não foi aproveitado da melhor forma, mas que ainda permitiu alguns momentos memoráveis e tem agora um papel fundamental na Williams.











