F1: O dilema de Carlos Sainz na Ferrari, no “pior momento da sua carreira”

Por a 15 Julho 2025 10:33

Carlos Sainz está ainda em fase de adaptação à Williams, após a primeira metade da temporada de Fórmula 1. Encontra-se 33 pontos atrás do seu colega de equipa, Alex Albon, devido a erros estratégicos e problemas de fiabilidade no FW47. Apesar das dificuldades, mantém uma postura profissional — a mesma com que encerrou o seu percurso na Ferrari.

Em entrevista ao podcast High Performance, Sainz revelou ter passado pelos “piores momentos da sua vida” ao saber, a 1 de fevereiro de 2024, que seria substituído por Lewis Hamilton na Ferrari. Isso originou uma luta interna entre o seu “anjo” e “demónio”. Apesar das emoções, escolheu não prejudicar a equipa e continuar a dar o seu melhor até à última corrida, mantendo-se fiel aos seus princípios de profissionalismo.

Disse compreender como outros pilotos, com maior ego, poderiam reagir negativamente, mas decidiu ser “a boa pessoa” e não alguém que “incendiasse o lugar”.

Tal como fez na McLaren, onde saiu com a equipa no pódio de construtores, Sainz também deixou a Ferrari em alta. Juntamente com Charles Leclerc, levou a Scuderia ao segundo lugar do Mundial, apenas 14 pontos atrás da McLaren. Antes de se juntar à Williams, venceu os Grandes Prémios da Austrália e do México. É também por isso que Sainz é um dos melhores da atualidade. O espanhol, além de rápido, tem um nível de compromisso e profissionalismo ao nível dos melhores, sendo mesmo um dos mais fortes neste capítulo. Ajudou a catapultar a McLaren para o topo, criou um bom ambiente na Ferrari que não foi aproveitado da melhor forma, mas que ainda permitiu alguns momentos memoráveis e tem agora um papel fundamental na Williams.

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3 comentários

  1. Cágado1

    15 Julho, 2025 at 12:07

    Eu estive calado metade da temporada, sem uma única crítica ao Sainz (e até lhe fiz um elogio na Arábia Saudita, pelo cone de ar ao Albon), para deixar passar o tempo e ver. Ao fim de meia temporada temporada já está na altura de pôr a boca no trombone: é incrível como continuam a surgir estes artigos a desculpá-lo e a endeuzá-lo, incluindo informação incorrecta (o Albon teve mais desistências por problemas mecânicos que o Sainz). A verdade nua e crua é que o Sainz mostra na Williams a sua mediocridade, não estando minimamente à altura do companheiro, que nem sequer é um fora-de-série.
    Tem sido assim toda a carreira, com o Sainz a ser sitematicamente batido pelos companheiros de equipa, mas alguém algures, decidiu pôr-lhe a aura de grande piloto e não há ninguém que lha tire. Vejam o que faz o Albon, vejam o que faz o Hulk com um carro que tb não conhecia e era uma carroça (carroça que foi oferecida ao Sainz). Até a enorme legião de Sainzetes que há no fórum tem estado calada, não conseguem face ao que se vê elogiar o seu ídolo.
    Acredito que o Sainz é um bocadinho melhor do que tem mostrado, que ainda pode melhorar ligeiramente; acredito que tem um abordagem técnica metódica, que pode ajudar a equipa, mas não espero melhorias muito acentuadas e estava já na altura de o AS cair na terra e julgá-lo como julgou o Pérez (por exemplo).
    Tenho pena que já haja pontos negativos, pois seria giro ver a chuva que eu iria levar com este comentário.

  2. Cágado1

    15 Julho, 2025 at 12:09

    *Tenho pena que já NÃo haja pontos negativos…

  3. [email protected]

    15 Julho, 2025 at 14:47

    100% de acordo, piloto mediano mas com muita politica e interesses à volta dele. Já era assim com o pai levava dinheiro para as equipas e os colegas tinham que o deixar andar. Lembram-se do Colin McRae…?
    Correu com o António Felix da Costa e levou um atesto.

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