A equipa Mercedes de Fórmula 1 admite que ainda está “a tentar compreender” os problemas de utilização de energia que continuam a afetar George Russell. O britânico tem-se queixado de questões técnicas que, supostamente, afetam a sua performance nas retas em relação ao companheiro de equipa Andrea Kimi Antonelli, especialmente em circuitos sensíveis à potência. A equipa continua à procura de respostas.
O problema agravou-se no Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, e no Grande Prémio da Bélgica do fim de semana passado, em Spa-Francorchamps, onde Russell terminou a 0,508 segundos do detentor da pole position, Antonelli, na qualificação. O piloto do carro #63 referiu insistentemente que perdia 3 a 4 décimas nas retas e que o maior problema estava aí. Russell sofreu ainda outro golpe severo nas suas aspirações ao título, depois de ser atirado para a caixa de gravilha, após contacto na primeira volta com o antigo companheiro de equipa Lewis Hamilton, em Spa. Esta desistência, aliada à sexta vitória de Antonelli em dez corridas, permitiu ao jovem piloto italiano abrir uma vantagem de 50 pontos sobre Russell.
A pressão vai-se acumulando e os sucessivos problemas começam afetam cada vez mais o britânico que já não consegue disfarçar o incomodo que a situação provoca. Vimos um Russell claramente abalado após a corrida da Bélgica, um sinal de que toda esta situação está a levar a sua força mental ao extremo. Num ano em que finalmente tem carro para lutar pelo título, vê-se impedido de o fazer, com constantes azares enquanto o jovem colega de equipa vai de sucesso em sucesso.
O diretor técnico adjunto da Mercedes, Simone Resta, explicou que os problemas começaram em Silverstone, onde surgiram diferenças na utilização de energia entre os dois carros, tendo a equipa concluído, após muita análise, que um dos principais contributos estava relacionado com uma diferença de estilo de condução entre os dois pilotos. Russell estudou esse aspeto detalhadamente e conseguiu ajustar a sua abordagem antes de Spa, mas continua a existir uma diferença na utilização de energia entre os dois carros.
Simone Resta afirmou: “Tivemos alguns problemas com a utilização de energia no carro do George, que realmente precisamos de compreender e resolver por completo antes do próximo evento. Tudo isso começou em Silverstone, onde começámos a ver algumas diferenças na utilização de energia entre os nossos dois carros. Temos feito muita análise, e chegámos à conclusão de que um dos principais contributos estava relacionado com uma diferença no estilo de condução entre os dois carros. O George estudou isso e conseguiu alterá-lo e adaptá-lo antes de Spa, mas ainda conseguimos ver alguma diferença na utilização de energia entre estes dois carros. Estamos a trabalhar com um conjunto de regulamentos totalmente novo, estamos apenas na décima corrida sob estes regulamentos, e ainda estamos a tentar compreender todos os fatores envolvidos. Não somos os únicos nesta situação, porque conseguimos ver que muitas equipas ainda estão a aprender e a adaptar-se a este novo regulamento, por isso vamos fazer o nosso melhor para descobrir qual é a principal razão para esta diferença e estar o melhor preparados possível para a Hungria.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









