A Aston Martin enfrenta semanas de trabalho intenso. A expetativa do lançamento do primeiro carro de Adrian Newey com as cores da marca britânica depressa deu lugar à desilusão e à dúvida. Mike Krack reconheceu que a temporada de 2026 será exigente para a Aston Martin, numa fase marcada pela nova parceria com a Honda e pela entrada em vigor de regulamentos técnicos profundamente alterados.
A equipa enfrenta um período de adaptação particularmente complexo, sendo a única a utilizar unidades motrizes Honda nesta nova era. Apesar do reforço estrutural com a chegada de Newey e da abertura de um novo túnel de vento, os primeiros testes revelaram dificuldades, incluindo diferenças significativas de desempenho e problemas de fiabilidade que limitaram a quilometragem total.
Segundo Krack, o projeto encontra-se numa fase natural de aprendizagem conjunta entre fabricante e equipa. O foco passa por consolidar a cooperação técnica, melhorar a integração e cumprir o plano de desenvolvimento progressivamente, antes de pensar em resultados imediatos.
O responsável destacou ainda que a evolução de um novo conjunto técnico exige tempo, coordenação e trabalho contínuo, salientando que o progresso depende mais do desenvolvimento sustentado do que do rendimento inicial.
“É uma fórmula em que todas as partes têm de trabalhar muito bem juntas. Quanto melhor a integração, mais rápido se progride”, afirmou Mike Krack. “Temos um novo parceiro e precisamos de aprender a trabalhar em conjunto, mas já demos passos positivos. Falamos a mesma linguagem e temos o mesmo objetivo”, acrescentou. “Estamos a avançar passo a passo. Primeiro temos de manter o carro em pista e cumprir o programa de desenvolvimento”, explicou. “Não existe magia na Fórmula 1 — é preciso trabalhar muito e resolver os problemas em conjunto”, concluiu Mike Krack.











