A McLaren iniciou a preparação para a nova temporada consciente de que enfrenta um contexto exigente, marcado pela entrada em vigor de um novo regulamento técnico que pode alterar o equilíbrio competitivo. A equipa de Woking admite que há áreas-chave a melhorar antes do arranque oficial do campeonato.
O primeiro contacto com o novo monolugar ocorreu no shakedown de Barcelona, onde Lando Norris e Oscar Piastri rodaram pela primeira vez esta época e a sessão permitiu recolher dados iniciais, mas também evidenciou margens de progressão. Sobretudo na exploração da nova unidade motriz Mercedes e no funcionamento dos sistemas aerodinâmicos ativos.
Segundo a Andrea Stella, a combinação entre a gestão do motor e a adaptação às diferentes configurações aerodinâmicas — alternando entre modos de curva e de reta — será determinante para desbloquear todo o potencial do carro. A próxima oportunidade para aprofundar esse trabalho surgirá nos testes do Bahrein, onde a McLaren espera consolidar aprendizagens antes da prova inaugural da temporada.
Apesar das limitações detetadas, o contexto é encarado com naturalidade, tendo em conta a profundidade das alterações regulamentares e o estágio ainda embrionário desta nova geração de monolugares.
Andrea Stella, diretor de equipa da McLaren, afirmou:
“Embora estas sejam indicações muito preliminares, creio que uma das áreas onde há uma grande margem para melhorar é a exploração da nova unidade de potência e de todas as opções disponíveis para o piloto. Há também muito potencial a extrair na gestão da configuração aerodinâmica variável, referindo-me à alternância entre o modo de curva e o modo de reta.”
Sobre o ponto de partida desta nova fase técnica, explicou ainda:
“É óbvio que esta geração de monolugares está numa fase muito inicial de desenvolvimento. Há quatro anos, quando os carros de efeito-solo se estrearam, estávamos numa situação diferente, porque a unidade motriz e os pneus eram essencialmente os mesmos do ano anterior.”










