Passar de piloto “titular” a piloto de reserva é uma despromoção, muitas vezes difícil de aceitar. Mas, por vezes, nas dificuldades, surgem oportunidades que aprendizagem e crescimento, que se transformam em ferramentas valiosas. É o caso de Valtteri Bottas.
O finlandês encara o regresso à Fórmula 1 convencido de que chega mais preparado do que nunca, após um ano afastado das corridas como piloto de reserva da Mercedes. Depois de 13 temporadas consecutivas na grelha, o finlandês ficou sem lugar no final de 2024, na sequência da saída da Sauber, regressando então à estrutura alemã onde já tinha competido entre 2017 e 2021.
Durante a primeira passagem pela Mercedes, Bottas foi companheiro de equipa de Lewis Hamilton e contribuiu para a conquista de cinco títulos consecutivos de construtores, antes de se transferir para a Sauber — então Alfa Romeo. Ao aceitar o papel de reserva, fê-lo com o objetivo de se manter relevante no paddock e preparado para uma eventual oportunidade.

Essa oportunidade surgiu quando a Fórmula 1 confirmou a entrada da Cadillac como 11.ª equipa do campeonato, com a marca norte-americana a apostar numa dupla experiente para a temporada inaugural: Bottas e Sergio Pérez.
O finlandês acredita que o ano passado fora da grelha lhe proporcionou uma perspetiva mais ampla sobre o funcionamento interno de uma grande equipa, graças à participação em reuniões técnicas e ao acesso constante às comunicações durante os fins-de-semana de corrida — conhecimento que considera particularmente valioso para integrar uma estrutura que está a ser construída de raiz.
Fit for the fight ⚔️
— Cadillac Formula 1 Team (@Cadillac_F1) February 4, 2026
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Em entrevista ao RacingNews365, Bottas explicou:
“Permitiu-me ver o desporto de um ângulo diferente. Porque, quando estás a correr, quando estas em pista, só tens realmente um ponto de contacto, que é o teu engenheiro. É tudo o que sabes.”
“Mas, em cada sessão, em cada evento, eu estava a ouvir tudo, em todos os canais, e a ver muito mais em detalhe como a equipa trabalha, ao nível das operações em pista e dos diferentes departamentos. Tenho agora muito mais conhecimento do que alguma vez tive.”
“Como piloto de corrida, trabalhas com um grupo reduzido de pessoas durante o fim-de-semana e tentas simplificar e priorizar certas coisas. Mas agora, tendo tido mais tempo, vi tudo, como realmente funciona, o que pode ajudar muito ao entrar numa equipa que está a construir tudo desde o início.”
“Haverá momentos em que pensarei em como a Mercedes fazia as coisas e em como isso talvez possa funcionar para nós. Acho que isso me pode ajudar.”









