F1: Mais um citadino a caminho

Por a 23 Janeiro 2024 12:03

Com a entrada de Madrid, o calendário da F1 ganhou mais um citadino. Já tínhamos dado conta no passado do aumento do número deste tipo de pistas. A tendência reforça-se e a moda parece ter vindo para ficar, mesmo com muitas opiniões contra.

O número de circuitos citadinos têm aumentado e em 2022, ano do regresso à normalidade, após dois anos de pandemia, vimos essa tendência de forma mais vincada. A F1 começa a olhar para os citadinos como uma boa fórmula para o seu negócio. Se olharmos para os últimos dez, o número de traçados citadinos por época era de quatro (2012 a 2014), subindo para cinco (2016 a 2019). Num calendário que tinha uma média de 20 provas por ano, tínhamos 20 a 25% de pistas citadinas por ano. Na época 2022, tivemos 7 traçados deste género. Passamos para mais de 30% da época a ser feita em traçados citadinos. Em 2023, a contagem subiu para oito com a entrada de Miami. Ou seja, a percentagem de circuito citadinos subiu (aproxima-se dos 40%) e com a entrada de Madrid o número vai subir.

Esta tendência não pode ser negligenciada e pode indicar que a F1 entende que os citadinos são bons para o espetáculo. A Fórmula E trouxe um conceito diferente e em vez de obrigar as pessoas a ir às pistas, nem sempre localizadas perto dos grandes centros, levou as pistas às pessoas. O impacto que qualquer competição automóvel provoca ao vivo é incomparavelmente maior do que na TV. E com os traçados citadinos, as pessoas são transportadas para uma nova dimensão. As ruas que normalmente percorrem a 50 km/h, são feitas a 150 km/h, o que é um choque para os sentidos. E é esse choque que traz mais magia à competição e conquista novos adeptos. Assim, não seria de espantar que a F1 esteja a tentar, à sua maneira, replicar um pouco o que a Fórmula E faz.

Mas são muitas as vozes contra esta nova estratégia. Max Verstappen já se mostrou contra o número elevado de citadinos:

“[Os carros são] Demasiado pesados, demasiado duros e não permitem atacar tantos os corretores. Os carros não são construídos para este tipo de pista”, salientou ele numa entrevista com a Formule1.nl. “Já não gosto nada dos circuitos de rua”.

Também Luca di Montezemolo, citado pelo Corriere della Sera no ano passado, referiu isso: “Sou apaixonado por tudo o que diz respeito à Fórmula 1, exceto pelo facto de existirem demasiados circuitos citadinos”.

Os resultados da sondagem feita aos leitores do AutoSport foi clara . 86,7% dos leitores que votaram acreditam que os circuitos permanentes são melhores para o espetáculo, enquanto apenas 13,3% prefere os citadinos.

Apesar das mensagens negativas, a F1 segue o seu rumo e os citadinos parecem ganhar cada vez mais força.

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