Sabe-se que o desporto motorizado é caro e que nem todos têm a possibilidade de competir ao mais alto nível. Ainda vamos vendo exemplos de pilotos que vieram de origens humildes, mas esses exemplos são cada vez menores.
Para Lewis Hamilton esse é um motivo de preocupação. O próprio Hamilton não tinha muitos meios no início da sua carreira, tal como aconteceu a Fernando Alonso, entre outros. O que seria da F1 sem estes dois pilotos?
Hamilton, que tem presenciado o aumento do custo da competição, gostava de ver um acesso mais facilitado para jovens com menos meios:
” O meu pai gastou algo como 20.000 libras e hipotecou a casa várias vezes nos nossos primeiros anos. Mas agora está tão caro, e por isso há muito poucas ou nenhumas famílias da classe trabalhadora a caminho. Vem tudo de famílias ricas. Quero envolver-me e trabalhar com a FIA e a Fórmula 1. Eles podem fazer mais e também não precisa ser tão caro quanto isso. Quero que seja mais aberto. Tenho um amigo meu que esteve quase na Fórmula 1, mas foi ultrapassado por um miúdo rico e sua oportunidade passou”.
Este problema dos custos da competição é mais visível em países como Portugal, onde a aposta no desporto motorizada não é tão séria como noutras modalidades e onde os jovens pilotos têm dificuldades em encontrar meios para competir. São vários os exemplos de jovens que poderiam ter saído e dado cartas e que por falta de financiamento estão parados ou vão competindo de forma esporádica. Hamilton tem razão e é preciso tornar o desporto mais acessível e permitir que os talentos cheguem de todos os lados.











